O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu que o senador Hamilton Mourão preste depoimento à Polícia Federal sobre uma conversa que teve com o ex-presidente Jair Bolsonaro antes de seu próprio depoimento sobre uma suposta trama golpista em 2022. A Procuradoria-Geral da República levantou a possibilidade de que Mourão tenha sido coagido em relação ao que diria. Mourão, que foi vice-presidente de Bolsonaro, negou que tenha discutido o conteúdo de seu depoimento, afirmando que a conversa foi sobre assuntos gerais e o momento de seu depoimento. A Polícia Federal tem 15 dias para investigar mais sobre o caso.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) preste depoimento à Polícia Federal. A medida ocorre em razão de uma conversa entre Mourão e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do depoimento de Mourão no processo sobre a suposta trama golpista de 2022. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia solicitado a oitiva.
Na petição enviada ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet destacou a possibilidade de que Mourão tenha sido submetido a constrangimento ou coação em relação ao conteúdo de seu depoimento. Moraes estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Polícia Federal realize novas diligências para investigar o caso.
A conversa entre Mourão e Bolsonaro foi revelada pelo portal Metrópoles. Mourão negou que tenha discutido o teor de seu depoimento com o ex-presidente. Em declaração à colunista Mônica Bergamo, o senador afirmou que a conversa tratou de “coisas genéricas de companheiros de longas datas”. Ele esclareceu que o diálogo se limitou ao momento em que deveria depor.
A investigação sobre a suposta trama golpista envolve tanto Bolsonaro quanto Mourão, que foi vice-presidente durante o governo de Bolsonaro, de 2019 a 2022. A PGR busca esclarecer os fatos para formar um juízo de valor fundamentado sobre o caso.
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