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Sanctuários enfrentam cortes em benefícios para imigrantes devido a pressão federal

Cortes em benefícios para imigrantes indocumentados em Illinois, Minnesota e Califórnia refletem pressão federal e restrições orçamentárias.

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Os estados chamados de “santuários” protegem imigrantes indocumentados, oferecendo benefícios que o governo federal não dá. No entanto, Illinois, Minnesota e Califórnia anunciaram cortes nesses benefícios devido a problemas financeiros. Em Illinois, um novo orçamento elimina um programa de saúde para imigrantes indocumentados entre 42 e 65 anos, afetando cerca de 33 mil pessoas. Em Minnesota, o orçamento também prevê a retirada de cuidados de saúde para adultos indocumentados, apesar de uma lei recente que havia expandido a cobertura. Já na Califórnia, o governador propôs congelar a inscrição de imigrantes indocumentados no programa de saúde Medi-Cal, exigindo um pagamento mensal de 100 dólares para os que já estão inscritos. Esses estados enfrentam pressão do governo federal, que ameaça cortar verbas se continuarem a oferecer esses serviços. Além disso, o governo de Trump criou uma lista de jurisdições que não cooperam com a imigração, o que gerou protestos em algumas cidades. A situação está mudando, e muitos líderes locais estão se afastando do status de santuário para evitar represálias.

Recentemente, os estados de Illinois, Minnesota e Califórnia anunciaram cortes em benefícios para imigrantes indocumentados devido a restrições orçamentárias. Essas medidas ocorrem em um contexto de pressão da administração Trump, que exige maior cooperação com a Imigração e Alfândega (ICE).

Em Illinois, um novo orçamento propõe a eliminação do programa de saúde para adultos indocumentados entre 42 e 65 anos, afetando cerca de 33 mil pessoas. O governador JB Pritzker justifica a decisão como uma necessidade de economia de aproximadamente R$ 400 milhões. Legisladores latinos criticam a medida, afirmando que ela pode aumentar os custos com atendimentos de emergência.

Minnesota também enfrenta cortes. O orçamento atual prevê a retirada da cobertura de saúde para adultos indocumentados, apesar de um projeto anterior que expandiu o acesso a mais de 20 mil pessoas. O governador Tim Walz lamenta as mudanças, mas considera-as necessárias devido ao déficit do estado.

Impacto na Califórnia

Na Califórnia, o governador Gavin Newsom propôs um congelamento na inscrição de indocumentados no programa Medi-Cal. Embora os 1,6 milhão de imigrantes já inscritos não percam acesso aos serviços, terão que pagar uma taxa mensal de R$ 100. A administração Trump ameaça cortar fundos federais para estados que mantêm esses programas.

Além disso, o Departamento de Segurança Interna (DHS) divulgou uma lista de cerca de 500 jurisdições que não cooperam com as autoridades de imigração. O secretário do DHS, Kristi Noem, afirmou que essas cidades colocam em risco a segurança pública. A lista gerou protestos, incluindo de cidades que apoiam as políticas de Trump.

A pressão do governo federal tem levado algumas cidades a reconsiderar suas políticas de proteção a imigrantes. A prefeita de Washington, D.C., Muriel Bowser, retirou a designação de santuário, enquanto o prefeito de Baltimore, Brandon Scott, reafirmou o compromisso de ser uma cidade acolhedora, apesar das ameaças.

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