O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou seu novo governo após as eleições de 18 de maio, com a aprovação do presidente Marcelo Rebelo de Sousa. O novo governo, de centro-direita, terá 16 ministérios, um a menos que o anterior, e não contará com alguns ministros que enfrentaram críticas, como os ex-ministros da Economia e da Administração Interna. Entre as mudanças, o Ministério da Economia foi fundido com o de Coesão Territorial, e o Ministério da Cultura agora inclui Juventude e Esporte. O novo gabinete tem seis mulheres e dez homens, uma proporção menor de mulheres em comparação ao governo anterior. A posse do novo governo será amanhã, e a oposição já planeja uma moção de rejeição, embora não deva prosperar, pois outros partidos, como o Socialista, também votarão contra. A nova composição da Assembleia é dominada pela direita, mas houve surpresas nas votações, com candidatos da ultradireita não conseguindo apoio suficiente.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, anunciou nesta quarta-feira, quatro de junho, a formação de seu novo governo, aceito pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa. O novo Executivo de centro-direita conta com dezesseis ministérios, uma redução em relação aos dezessete do governo anterior.
Entre as mudanças, destacam-se a fusão do Ministério da Economia e Coesão Territorial, agora sob a liderança de Manuel Castro Almeida, e a criação do Ministério da Cultura, Juventude e Esporte, chefiado por Ana Margarida Balseiro. O novo governo mantém ministros controversos, como a titular da Saúde, Ana Paula Meneses, que enfrentou críticas durante a legislatura anterior.
A posse do novo governo ocorrerá amanhã, às 18h (hora local), e a dos Secretários de Estado está agendada para sexta-feira. A composição do gabinete inclui seis mulheres e dez homens, uma mudança em relação ao governo anterior, que tinha sete ministras. A nova estrutura também traz Maria Lúcia Amaral como nova responsável pelo Ministério da Administração Interna.
Oposição e Reações
A oposição já se mobiliza, com o Partido Comunista Português planejando uma moção de rejeição ao novo governo. Apesar das críticas, a expectativa é que a moção não prospere, já que partidos como Chega e o Partido Socialista anunciaram que votarão contra. A nova composição da Assembleia da República, com uma predominância de setenta por cento de cadeiras ocupadas por partidos de direita, pode influenciar a dinâmica política.
A primeira sessão da Câmara, realizada na terça-feira, surpreendeu ao não eleger dois candidatos da ultradireita para cargos de liderança, o que gerou tensões internas no partido Chega. O presidente do grupo parlamentar do Partido Social Democrata, Hugo Soares, insinuou que a falta de apoio pode ter vindo de dentro das próprias fileiras da ultradireita.
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