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Lula destina R$ 825 milhões ao Ibama para fortalecer fiscalização na Amazônia

Investimento de R$ 825 milhões no projeto FortFisc reforça fiscalização e combate ao desmatamento ilegal na Amazônia.

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O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um investimento de R$ 825 milhões para o Ibama, destinado ao projeto FortFisc, que tem como objetivo melhorar a fiscalização ambiental e combater o desmatamento ilegal na Amazônia. Essa é a maior quantia já investida pelo Fundo Amazônia e foi divulgada durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente. O projeto, que terá duração de cinco anos, incluirá a compra de equipamentos modernos, como helicópteros e drones, além da construção de bases operacionais na região. A iniciativa também usará inteligência artificial para autuações remotas, visando aumentar a eficácia no controle do desmatamento. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou a importância de continuar a redução do desmatamento e a necessidade de um desenvolvimento sustentável. Além disso, o governo planeja criar novas áreas de conservação e expandir programas que apoiam comunidades locais na Amazônia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (3), um investimento recorde de R$ 825 milhões ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os recursos serão destinados ao projeto FortFisc, que visa fortalecer a fiscalização ambiental e combater o desmatamento ilegal na Amazônia.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e outros representantes do governo. O investimento é parte das comemorações da Semana do Meio Ambiente, que antecede o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em cinco de junho. O projeto terá duração de cinco anos e se alinha a diretrizes do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Objetivos do FortFisc

O projeto FortFisc busca ampliar a presença do Estado na Amazônia Legal, modernizando a resposta ao desmatamento. Os recursos serão utilizados para a compra de helicópteros, drones e a construção de bases de operações. A iniciativa também prevê o uso de inteligência artificial para autuação remota, aumentando a eficácia do controle ambiental.

Marina Silva destacou que, em 2024, houve uma queda de 46% no desmatamento em comparação a 2022. Ela ressaltou a importância de promover um modelo de desenvolvimento sustentável e a responsabilidade dos países desenvolvidos na redução das emissões de CO2.

Novas Unidades de Conservação

Além do investimento no Ibama, o governo anunciou a criação de novas Unidades de Conservação, como a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce, no Espírito Santo. Essa medida é parte do processo de reparação pelos danos causados pela tragédia de Mariana (MG). O pacote de ações também inclui a ampliação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que visa apoiar comunidades em 60 Unidades de Conservação na região.

O Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já aprovou recursos para 128 projetos, totalizando aproximadamente R$ 3,3 bilhões. Essas iniciativas visam promover a conservação e o uso sustentável da Amazônia, beneficiando comunidades tradicionais e fortalecendo a gestão ambiental.

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