A Prefeitura de São Paulo vai entregar a gestão de três escolas municipais para a iniciativa privada. Essas escolas, que ainda estão em construção, ficam nas regiões de Campo Limpo, Santo Amaro e Jaraguá. A ideia é que as organizações sociais escolhidas no processo de seleção administrem as unidades, contratem professores e cuidem da manutenção. A prefeitura continuará responsável por fornecer material didático e uniformes. O secretário de Educação, Fernando Padula, afirmou que essa mudança é uma experiência para melhorar os resultados educacionais, já que as escolas públicas têm apresentado baixo desempenho. O modelo de privatização foi inspirado em um convênio com o Liceu Coração de Jesus, que mostrou resultados melhores em comparação com outras escolas da rede municipal. A gestão municipal não informou detalhes sobre os valores que serão repassados às organizações nem como será feita a avaliação do sucesso desse modelo. Além disso, a prefeitura afastou diretores de algumas escolas com os piores resultados, mas o secretário negou que isso tenha relação com a privatização.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou a concessão de três escolas municipais à iniciativa privada. As unidades, localizadas nas regiões de Campo Limpo, Santo Amaro e Jaraguá, estão em construção e serão as primeiras a adotar esse modelo de administração.
O secretário de Educação, Fernando Padula, informou que a concessão será feita no modelo “porteira fechada”. Isso significa que a entidade contratada será responsável pela administração total das escolas, incluindo a contratação de professores e a manutenção das instalações. O plano inicial previa a privatização de cinquenta escolas com baixo desempenho, mas não está claro se essas três unidades servirão como teste para a expansão do modelo.
As escolas foram escolhidas por estarem em áreas com déficit de vagas. A prefeitura investiu R$ 66,5 milhões na construção delas. Apesar do foco na melhoria dos resultados educacionais, críticos apontam que a privatização pode não ser a solução ideal. Eduardo Girotto, professor da USP, expressou preocupação com a falta de debate sobre a eficácia dessa política.
A experiência anterior com o Liceu Coração de Jesus, que passou a receber alunos da rede pública, foi citada como um exemplo positivo. No entanto, a prefeitura não apresentou dados comparativos que comprovem essa melhoria. A gestão municipal continuará responsável pelo fornecimento de material didático e uniformes, enquanto as matrículas seguirão critérios geográficos.
O anúncio ocorre em meio a polêmicas sobre o afastamento de diretores de escolas com baixo desempenho. Padula negou que essa medida esteja relacionada aos planos de privatização. A gestão busca alternativas para melhorar os indicadores educacionais da cidade, mas a falta de transparência e evidências concretas gera críticas entre especialistas.
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