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Corregedoria da Câmara de São Paulo arquiva processo contra vereadora por fala polêmica

Vereadora Cris Monteiro (Novo) é alvo de denúncia por fala racista, mas relator recomenda arquivamento, gerando indignação na oposição.

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A vereadora Cris Monteiro, do partido Novo, foi denunciada por uma fala considerada racista durante uma sessão da Câmara Municipal de São Paulo, onde disse que sua presença incomodava por ser “branca, bonita e rica”. O relator do caso, Marcelo Messias, do MDB, recomendou o arquivamento da denúncia, afirmando que não havia intenção de ofender e que a fala ocorreu em um debate acalorado. A autora da denúncia, Luana Alves, do PSOL, ficou indignada com o parecer e planeja buscar mais esclarecimentos. Messias argumentou que a fala, embora mal colocada, não causou danos graves à reputação da Câmara e que a punição seria desproporcional. A declaração de Cris foi feita em meio a protestos de servidores municipais contra uma proposta de reajuste salarial. Após a repercussão, a vereadora pediu desculpas, afirmando que não queria ofender ninguém. A Corregedoria da Câmara deve votar o parecer de Messias em breve.

A corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo recomendou o arquivamento do processo disciplinar contra a vereadora Cris Monteiro (Novo). A decisão se baseou em uma fala da parlamentar, considerada racista, durante uma sessão em 29 de abril, onde afirmou que sua presença incomodava por ser “branca, bonita e rica”.

O relator do caso, Marcelo Messias (MDB), argumentou que não houve dolo (intenção de ofender) e que a declaração foi feita em um debate acalorado. Ele destacou que a fala, embora “mal colocada”, não causou dano significativo à reputação da Câmara. Messias afirmou que a perda de mandato é uma medida extrema e requer evidências mais contundentes.

A denúncia foi apresentada pela vereadora Luana Alves (PSOL), que expressou sua indignação com o parecer e planeja buscar esclarecimentos. Alves considera a fala de Monteiro como uma manifestação de supremacia branca e um reforço a estereótipos discriminatórios. “Esse relatório é uma vergonha e vai na contramão de exemplos que a Câmara já deu”, afirmou.

Após a declaração, Monteiro pediu desculpas, afirmando que não tinha a intenção de ofender. Sua assessoria também lamentou a repercussão negativa. O parecer de Messias será votado pela corregedoria da Câmara, que decidirá se o caso será encerrado.

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