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Uso de polígrafos no governo Trump gera controvérsia e clima de intimidação

Polígrafos, considerados ineficazes, são usados como ferramenta de intimidação na administração Trump, gerando medo em agências governamentais.

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O uso de testes de polígrafo nos Estados Unidos sempre foi polêmico, com muitos casos de falhas em identificar espiões. Em 1988, uma lei foi criada para restringir seu uso no setor público. Recentemente, a administração Trump aumentou a aplicação desses testes, usando-os como uma forma de intimidação em funcionários que nunca foram submetidos a eles antes. Especialistas afirmam que os testes estão sendo aplicados não apenas para identificar vazamentos de informações confidenciais, mas também para investigar conversas sobre políticas que vazaram para a mídia. Isso gerou um clima de medo em agências como o FBI e o Pentágono. Embora os testes tenham sido originalmente usados para segurança nacional, muitos acreditam que eles não são eficazes e podem prejudicar a carreira de pessoas inocentes. A ciência por trás do polígrafo é questionável, e muitos consideram que ele é mais uma ferramenta de coerção do que um método confiável de detecção de mentiras.

Recentemente, a administração Trump intensificou o uso de testes de polígrafo como ferramenta de intimidação em agências governamentais. Funcionários sem histórico prévio de exames estão sendo submetidos a esses testes, criando uma cultura de medo. A prática visa identificar vazamentos de informações, mas também se concentra em conversas não classificadas sobre políticas.

Historicamente, o uso de polígrafo nos Estados Unidos é controverso. Em 1988, uma legislação limitou seu uso no setor público, após relatos de falhas em detectar espiões. O advogado Mark Zaid, que representa profissionais de segurança nacional, afirmou que “o polígrafo foi transformado em uma arma”. Ele destacou que os testes estão sendo aplicados a indivíduos que nunca tiveram essa exigência em suas carreiras.

No FBI, o aumento do uso de polígrafo intensificou a intimidação entre agentes. No Pentágono, houve ameaças de testes para descobrir como a imprensa soube de uma reunião secreta envolvendo Elon Musk. No Departamento de Segurança Interna, testes foram aplicados a funcionários da FEMA e FAA, além de outros em funções de segurança nacional.

A secretária do DHS, Kristi Noem, defendeu a prática como uma forma de proteger informações governamentais. No entanto, a eficácia dos polígrafo é questionada. Um estudo da National Research Council concluiu que a evidência científica sobre sua eficácia é insuficiente. “Não devemos nos deixar enganar pela aura do polígrafo”, afirmou Stephen Feinberg, professor da Carnegie Mellon.

O uso de polígrafo, que já foi comum, foi amplamente restringido após a promulgação da Employee Polygraph Protection Act em mil novecentos e oitenta e oito. Apesar disso, a prática persiste em setores de segurança nacional, onde a proteção de informações é priorizada, mesmo que isso implique em prejudicar a carreira de muitos inocentes.

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