O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal por sua suposta participação em um plano golpista. Durante os depoimentos, ele disse que não se prepara para a prisão, pois acredita que não será condenado, afirmando que está com a consciência tranquila e negando ter assinado qualquer decreto sobre estado de defesa. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, confirmou sua delação premiada e disse que Bolsonaro alterou um documento relacionado ao golpe, retirando menções a outras autoridades que poderiam ser presas, sugerindo que apenas o ministro Alexandre de Moraes seria detido. Cid também mencionou que havia grupos militares que apoiavam ações golpistas, mas que seria necessária uma ordem do comandante para agir fora da legalidade. Os depoimentos começaram nesta segunda-feira e devem continuar ao longo da semana, envolvendo outros réus, como ex-ministros e militares, todos acusados de crimes como tentativa de golpe de Estado. O relator do caso, Alexandre de Moraes, está presidindo as audiências, que ocorrem presencialmente, exceto para o ex-ministro Walter Braga Netto, que participa por videoconferência.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido no Supremo Tribunal Federal (STF) em meio à investigação sobre sua suposta participação em uma trama golpista. Durante os depoimentos, ele afirmou que não se prepara para a prisão, pois acredita não haver motivos para sua condenação. Bolsonaro declarou: “Estou com a consciência tranquila” e negou que tenha assinado qualquer decreto relacionado a um estado de defesa ou de sítio.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, reiterou sua delação premiada, afirmando que o ex-presidente alterou uma minuta golpista. Cid mencionou que Bolsonaro retirou referências a outras autoridades que poderiam ser presas, sugerindo que apenas o ministro Alexandre de Moraes ficaria detido. O ex-auxiliar também destacou a presença de grupos militares que incentivavam ações golpistas, mas ressaltou que ordens do comandante seriam necessárias para romper a legalidade.
Detalhes dos Depoimentos
Cid, que foi o primeiro a depor, afirmou ter presenciado a trama golpista, mas negou participação nas ações em julgamento. Ele também comentou sobre a postura de outros militares, como o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, que, segundo ele, era parte da ala radical, enquanto outros ex-ministros eram mais moderados. “Dificilmente, sem uma ordem do comandante, o círculo da legalidade seria rompido”, ponderou Cid.
Os depoimentos no STF começaram nesta segunda-feira e devem continuar ao longo da semana. Além de Bolsonaro e Cid, outros réus incluem ex-ministros e militares, todos acusados de crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada. O relator do caso, Alexandre de Moraes, preside as audiências, que ocorrem de forma presencial, exceto para o ex-ministro Walter Braga Netto, que participa por videoconferência.
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