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Bolsonaro modifica minuta golpista e mantém prisão de Moraes, revela Cid ao STF

Mauro Cid revelou ao STF que Jair Bolsonaro editou uma minuta golpista, mantendo a prisão de Alexandre de Moraes e ignorando fraudes nas urnas.

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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, contou ao Supremo Tribunal Federal que Bolsonaro recebeu e alterou uma minuta que planejava um golpe. Durante o depoimento, Cid disse que o documento, que tinha entre dez e doze páginas, pedia a prisão de várias autoridades, mas Bolsonaro decidiu retirar a prisão de muitos, mantendo apenas a de Alexandre de Moraes. Cid também mencionou que Bolsonaro estava rindo durante o depoimento, quando Moraes fez uma piada. A minuta falava sobre interferências do STF e do Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2022 e sugeria a criação de um novo conselho eleitoral para anular as eleições. Cid revelou que o almirante Almir Garnier, próximo a Bolsonaro, ofereceu apoio militar para um plano de ruptura institucional, e que Bolsonaro buscava provas de fraudes nas urnas, mas não encontrou nada que justificasse uma intervenção militar. Além disso, Cid disse que Bolsonaro sabia de cartas de coronéis que pediam apoio do Exército para o golpe e que generais tentaram convencer Bolsonaro a trocar o comandante do Exército por alguém que apoiasse o plano. O depoimento de Cid, que foi feito após um acordo de delação, trouxe novas informações sobre as investigações em andamento sobre o suposto golpe.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro recebeu e editou uma minuta golpista. O interrogatório ocorreu nesta segunda-feira, com a presença do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Cid afirmou que a minuta, apresentada pelo ex-assessor Filipe Martins, previa a prisão de diversas autoridades, incluindo ministros do STF e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Contudo, Bolsonaro decidiu “enxugar o documento”, mantendo apenas a detenção de Moraes. Cid destacou que o ex-presidente riu durante o depoimento, quando Moraes fez uma piada sobre a situação.

Detalhes da Minuta

O documento consistia em duas partes principais. A primeira abordava alegações de interferências do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022. A segunda parte tratava de aspectos jurídicos, como a decretação de estado de defesa e a criação de um conselho eleitoral para anular as eleições. “O documento era robusto, com dez a doze páginas”, explicou Cid.

Além disso, Cid mencionou que o almirante Almir Garnier, próximo a Bolsonaro, deixou as tropas “à disposição” para um plano de ruptura institucional. O ex-ajudante de ordens também afirmou que Bolsonaro buscava evidências de fraudes nas urnas, mas não encontrou nada que justificasse uma intervenção militar.

Pressões e Conexões

Cid relatou que Bolsonaro estava ciente de cartas de coronéis que pressionavam o Exército a apoiar o golpe. O ex-assessor indicou que generais como Walter Braga Netto e Mário Fernandes tentaram convencer Bolsonaro a substituir o comandante do Exército por alguém mais alinhado ao plano golpista.

O depoimento de Cid, que ocorreu após um acordo de delação, trouxe novos desdobramentos sobre as investigações em curso relacionadas ao suposto golpe. As revelações intensificam a análise do STF sobre o envolvimento de Bolsonaro e seus aliados em ações que ameaçaram a democracia no Brasil.

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