O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se opôs à proposta do Ministério da Fazenda que pretende acabar com a isenção de Imposto de Renda sobre títulos de renda fixa, como LCI e LCA. Ele afirmou que essa mudança prejudicaria setores importantes da economia, como o imobiliário e a construção civil, dificultando investimentos e a criação de empregos. Mello criticou as decisões da equipe econômica do governo federal e sugeriu que, para equilibrar as contas públicas, o foco deve ser em ajustes nos gastos do governo, em vez de aumentar impostos. Ele compartilhou que em Santa Catarina, um ajuste fiscal transformou um déficit de quase R$ 3 bilhões em um superávit de R$ 700 milhões, destacando que o estado teve um crescimento do PIB de 5,3% em 2024, acima da média nacional.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, manifestou, nesta segunda-feira, 9, sua oposição à proposta do Ministério da Fazenda que visa acabar com a isenção de Imposto de Renda sobre títulos de renda fixa, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Mello classificou a medida como um “prejuízo na veia” para a economia brasileira.
Em entrevista ao programa Macro em Pauta da EXAME, o governador argumentou que a taxação desses títulos impactaria negativamente os setores imobiliário e da construção civil, dificultando investimentos e a geração de empregos. Ele criticou a equipe econômica do governo federal, afirmando que as decisões tomadas não favorecem o crescimento do país.
Ajustes nas Contas Públicas
Mello sugeriu que a solução para o equilíbrio fiscal não passa pela taxação, mas sim por ajustes nas contas públicas. Ele destacou que o governo precisa reavaliar os gastos excessivos da União, afirmando que “não existe mágica para equilibrar as contas públicas” e que é necessário “fechar as torneiras”.
O governador também compartilhou a experiência de Santa Catarina, onde implementou um ajuste fiscal que transformou um déficit de quase R$ 3 bilhões em um superávit de R$ 700 milhões. Ele ressaltou que o estado teve um crescimento do PIB de 5,3% em 2024, superando a média nacional. Mello concluiu que as medidas do governo federal não estão alinhadas com as necessidades de quem realmente produz e paga suas contas.
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