O ex-presidente Jair Bolsonaro foi interrogado no Supremo Tribunal Federal sobre uma suposta tentativa de golpe para impedir a posse de Lula. Durante o depoimento, ele admitiu ter falado sobre medidas como o Estado de Sítio, mas negou qualquer intenção de realizar um golpe. Bolsonaro disse que saiu da Corte “de cabeça erguida” e que as discussões sobre essas medidas foram descartadas por falta de condições. Ele também foi questionado sobre uma minuta golpista mencionada por seu ex-ajudante Mauro Cid, afirmando que não teve acesso ao documento, que supostamente previa a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro explicou que as conversas eram informais e não resultaram em ações concretas. Ele e outros sete réus enfrentam acusações sérias, incluindo organização criminosa e tentativa de derrubar o Estado democrático. A investigação continua a causar impacto na política brasileira.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação que investiga sua suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula. Durante o depoimento, Bolsonaro admitiu ter discutido a possibilidade de medidas como o Estado de Sítio, mas negou qualquer intenção golpista.
Após os interrogatórios, Bolsonaro afirmou nas redes sociais que saiu da Corte “de cabeça erguida”. Ele declarou que as discussões sobre o Estado de Sítio e a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foram descartadas, pois não havia “clima”, “oportunidade” ou “base minimamente sólida” para qualquer ação. Ex-chefes do Exército e da Aeronáutica, que também testemunharam, caracterizaram essas conversas como de teor golpista, o que foi refutado pelo ex-presidente.
Minuta Golpista
Em seu depoimento, Bolsonaro foi questionado sobre uma minuta golpista mencionada por Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens. O ex-presidente afirmou não ter tido acesso ao documento, que, segundo Cid, previa a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro explicou que, em uma reunião com comandantes das Forças Armadas, um documento foi apresentado, mas não continha propostas de prisão ou ações concretas.
Bolsonaro enfatizou que as conversas eram informais e não resultaram em decisões. Ele destacou que a intenção era apenas discutir a situação do país após as eleições, quando apoiadores se aglomeravam em frente a quartéis e caminhoneiros bloqueavam estradas pedindo intervenção militar.
Acusações e Consequências
O ex-presidente e outros sete réus são acusados de crimes graves, incluindo organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O interrogatório faz parte de uma investigação mais ampla sobre as ações de Bolsonaro e seu grupo em relação à posse de Lula, que ocorreu no final de 2022. A situação continua a gerar repercussões significativas no cenário político brasileiro.
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