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Campos Neto critica governo Lula por aumento do IOF e erro na inflação

Roberto Campos Neto critica a alta do IOF e defende foco na oferta para crescimento econômico sustentável, destacando a falta de credibilidade fiscal no Brasil.

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Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, criticou a política fiscal do governo em um evento em São Paulo. Ele apontou a recente alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como um fator que pode prejudicar o crescimento econômico. Campos Neto acredita que o governo está errado ao tentar estimular a demanda e defende que o foco deve ser na oferta para garantir um crescimento sustentável. Ele também mencionou que a alta do IOF gera incertezas para investidores, o que pode desestimular investimentos no Brasil. Comparando a política fiscal do Brasil com a dos Emirados Árabes, ele ressaltou a importância de criar um ambiente estável para atrair capital. Embora tenha elogiado a política monetária atual, que inclui o aumento da taxa Selic para 14,75%, ele destacou que a falta de credibilidade fiscal impede que essa taxa volte a um dígito. Campos Neto também comentou sobre a possibilidade de a Selic cair para 13%, mas afirmou que isso ainda seria uma taxa alta. Ele vê uma oportunidade para a oposição nas eleições de 2026 e espera que a população não perca essa chance.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, criticou a política fiscal do governo federal em evento da holding financeira B.Side, realizado em São Paulo, nesta terça-feira, 10. Ele destacou a recente alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como um exemplo de medidas que podem restringir o crescimento econômico.

Campos Neto argumentou que a abordagem do governo, que busca estimular a demanda, é equivocada. “É preciso gerar oferta para ter crescimento sustentável,” afirmou. O ex-presidente enfatizou que o IOF, ao criar incertezas para investidores, pode limitar o lucro de capital e, consequentemente, desestimular investimentos no Brasil.

Críticas à Política Fiscal

O ex-presidente do BC comparou a política fiscal brasileira com a dos Emirados Árabes, que atraem capital por meio de um ambiente mais estável. “Temos que dar estabilidade para quem quer entrar e sair a hora que quiser,” disse. Ele defendeu que soluções para problemas econômicos devem vir do setor privado, e não de intervenções públicas.

Além disso, Campos Neto elogiou a atual política monetária, afirmando que, se estivesse no cargo, tomaria decisões semelhantes. “Não há críticas a fazer sobre a política monetária,” destacou, referindo-se ao aumento da taxa Selic, atualmente em 14,75%. Ele acredita que a taxa não deve retornar a um dígito devido à falta de credibilidade fiscal no Brasil.

Expectativas Futuras

Sobre o futuro político, Campos Neto mencionou uma oportunidade para a oposição em 2026, esperando que a população não deixe essa chance passar. Ele também comentou sobre a possibilidade de a Selic cair para 13%, mas ressaltou que isso ainda representaria uma taxa alta, considerando o contexto econômico atual. “A taxa está restritiva,” concluiu, referindo-se aos sinais de superaquecimento da economia que justificaram as elevações anteriores.

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