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STF inicia 2º dia de depoimentos com ex-chefe da Marinha e possível presença de Bolsonaro

STF prossegue com interrogatórios sobre a trama golpista; Almir Garnier é o próximo a depor após revelações de Mauro Cid.

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Hoje, o STF continua os interrogatórios sobre a suposta trama golpista ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, será o primeiro a depor. Ele é acusado de apoiar o plano golpista e disse que sua tropa estava à disposição de Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República mencionou que Garnier foi elogiado por membros da organização criminosa, enquanto outros generais que se opuseram ao golpe foram ofendidos. Ontem, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, confirmou tentativas de golpe, mas negou participação direta. Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin, negou fraudes nas urnas e disse que suas anotações eram pessoais. Após Garnier, os ex-ministros Anderson Torres e Augusto Heleno também serão ouvidos. O ex-presidente Bolsonaro deve ser interrogado hoje, mas isso pode ser adiado. Apenas Braga Netto será ouvido virtualmente, pois está preso no Rio de Janeiro. Os interrogatórios são conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, que garante que todos os réus conheçam as acusações antes de se manifestarem.

O STF inicia hoje o segundo dia de interrogatórios dos réus envolvidos na suposta trama golpista ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, será o primeiro a depor. Ele é acusado de ter se alinhado ao plano golpista, afirmando que sua tropa estava à disposição de Bolsonaro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) destaca que Garnier foi exaltado por membros da organização criminosa, enquanto ofensas foram dirigidas a outros generais que se opuseram à ruptura institucional. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin, foram interrogados ontem. Cid confirmou a existência de tentativas de golpe, mas negou sua participação direta, afirmando que presenciou os fatos sem ser coagido.

Após Garnier, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno também prestarão depoimento. O ex-presidente Bolsonaro é o sexto na lista de interrogatórios, com expectativa de que seu depoimento ocorra ainda hoje, embora possa ser adiado para quarta-feira. Apenas Braga Netto será ouvido virtualmente, devido à sua prisão no Rio de Janeiro.

Os interrogatórios são conduzidos pelo ministro relator Alexandre de Moraes. A ordem dos depoimentos segue o critério alfabético, garantindo que todos os réus conheçam as acusações antes de se manifestarem. O formato visa assegurar o direito à ampla defesa, com a participação de Luiz Fux nas perguntas a Cid e Ramagem.

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