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Ex-ministro revela que ex-comandante da Aeronáutica perdeu controle em reunião militar

Ex-ministro da Defesa revela tensão nas Forças Armadas após eleições, com ex-comandante da Aeronáutica abandonando reunião crucial.

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O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira contou ao Supremo Tribunal Federal que houve um momento tenso em uma reunião das Forças Armadas em 14 de dezembro de 2022. O encontro tinha como objetivo discutir o fim de estudos sobre as eleições de 2022. Durante a reunião, o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, reagiu de forma intensa e se recusou a aceitar documentos apresentados por Nogueira, dizendo que “perdeu as estribeiras” ao ver o conteúdo. Após se retirar para se acalmar, Baptista Júnior decidiu deixar a reunião. Nogueira explicou que o objetivo era encerrar o assunto e evitar novas discussões. Baptista Júnior confirmou que não aceitou o material e saiu antes que as conversas continuassem. Esse episódio mostra as tensões internas nas Forças Armadas após as eleições, especialmente em relação ao governo de Jair Bolsonaro.

O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, relatando um episódio tenso ocorrido em uma reunião das Forças Armadas. O encontro, realizado em 14 de dezembro de 2022, tinha como objetivo discutir o encerramento de estudos pós-eleitorais e abordar questões práticas das Forças Armadas.

Durante a reunião, o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, demonstrou uma reação intensa ao se recusar a receber documentos apresentados por Nogueira. O ex-ministro afirmou que Baptista Júnior “perdeu as estribeiras” ao perceber o conteúdo do material. Após se retirar para se acalmar, o brigadeiro decidiu abandonar o encontro.

Nogueira explicou que a reunião visava fechar o assunto e evitar novas discussões sobre os estudos realizados após as eleições de 2022. “Foi exatamente para fechar a questão e não se tocar mais nesse assunto,” disse o ex-ministro. Baptista Júnior, por sua vez, confirmou em depoimento que não aceitou o material apresentado e deixou a reunião antes que as discussões prosseguissem.

Esse episódio reflete as tensões internas nas Forças Armadas após as eleições, especialmente em relação ao governo de Jair Bolsonaro. A situação evidencia a complexidade das relações entre os altos comandos militares e o governo, em um momento de transição política no país.

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