Mauro Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro, pediu ao Supremo Tribunal Federal uma extensão do prazo para analisar provas digitais em um caso sobre uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Ele, que fez um acordo de colaboração com a Polícia Federal, alegou dificuldades para acessar o material necessário. A defesa também solicitou relatórios da Agência Brasileira de Inteligência e da Subsecretaria de Operações Integradas do Distrito Federal, afirmando que os arquivos disponíveis são muito grandes, alguns estão com senha e outros danificados, o que dificulta a defesa. Os advogados de Cid argumentam que depoimentos de testemunhas mostram que não havia previsão de manifestações violentas, o que contraria a acusação de que essas manifestações eram conhecidas pelas autoridades. O ministro Alexandre de Moraes agora vai analisar os pedidos e decidir se autoriza as novas medidas.
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do prazo para análise de provas digitais em um caso que investiga uma suposta trama golpista após as eleições de 2022. Cid, que firmou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, argumenta que enfrenta dificuldades para acessar o material.
A defesa de Cid pediu acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Subsecretaria de Operações Integradas do Distrito Federal. O advogado destacou que o conjunto probatório disponibilizado contém “inúmeros terabytes, arquivos com senha e outros danificados”, dificultando o pleno exercício da defesa. Para comprovar as dificuldades, foram anexados e-mails trocados com a Polícia Federal.
Justificativas da Defesa
Além da prorrogação, a defesa requer que a Abin e a Subsecretaria enviem ao STF todos os relatórios de inteligência e dados obtidos até 8 de janeiro de 2023, relacionados a acampamentos e manifestantes. Essa solicitação é fundamentada em depoimentos, como o da coronel Cinthia Queiroz dos Santos, que mencionou uma reunião em 6 de janeiro de 2023 para elaborar um Protocolo de Ações Integradas (PAI).
Os advogados de Cid argumentam que os depoimentos “dão outra conotação aos fatos e sua dinâmica”, sugerindo que não havia previsão de manifestações violentas. Essa linha de defesa contrasta com a acusação de que as manifestações eram conhecidas e programadas pelas autoridades.
Agora, o ministro Alexandre de Moraes avaliará os pedidos de diligências e decidirá se autoriza as novas medidas. Após o interrogatório dos réus, foi aberto o prazo para que as partes apresentem pedidos adicionais, incluindo os de outros réus, como Jair Bolsonaro e ex-ministros.
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