O Congresso Nacional derrubou vetos do presidente Lula sobre a instalação de usinas eólicas no mar, criando uma demanda artificial por fontes de energia que podem ser caras e poluentes. Essa decisão pode aumentar em R$ 197 bilhões a conta de luz dos consumidores até 2050. A prorrogação do Proinfa, que incentiva energias alternativas, foi uma das medidas adotadas, mas seus custos são altos, com o megawatt a R$ 540, e especialistas acreditam que um novo leilão poderia reduzir esse valor pela metade. Além disso, a exigência de energia eólica do Rio Grande do Sul inclui projetos que ainda não existem, e a manutenção das pequenas centrais hidrelétricas pode gerar um custo extra de R$ 140 bilhões até 2045. A pressão de lobbies é uma das razões para a continuidade do Proinfa e das PCHs, que têm mostrado impactos ambientais negativos e custos mais altos do que as energias solar e eólica. O Congresso também deve discutir a contratação obrigatória de energia de carvão e termelétricas a gás, que são caras e poluentes, o que vai contra a intenção do Brasil de ser um líder em questões ambientais. As decisões recentes do Congresso, portanto, criam uma demanda que pode onerar ainda mais os consumidores.
Ao derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a regulamentação das usinas eólicas no mar, o Congresso Nacional criou demandas artificiais para fontes de energia que, em muitos casos, ainda não existem. Essa decisão pode resultar em R$ 197 bilhões a mais na conta de luz dos consumidores até 2050.
A prorrogação do Proinfa, programa de incentivo a energias alternativas, foi uma das medidas adotadas. Criado há três décadas, o Proinfa foi importante no início, mas seus custos são elevados, com o megawatt a R$ 540. Especialistas apontam que um novo leilão poderia reduzir esse valor pela metade. A prorrogação mantém os preços altos, prejudicando o consumidor.
Outro ponto crítico é a exigência de contratação de energia eólica do Rio Grande do Sul, que inclui projetos ainda não construídos. Além disso, a manutenção das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) representa um custo extra de R$ 140 bilhões até 2045. Embora inicialmente promissoras, as PCHs têm demonstrado alto impacto ambiental e custos superiores às energias solar e eólica.
A pressão de lobbies é uma das razões para a continuidade do Proinfa e das PCHs. Empresários que adquiriram carteiras de PCHs ainda não construídas buscam garantir a perpetuação do programa. Um especialista relatou que, ao tentar explicar a incoerência das decisões a um senador, foi interrompido com a frase: “Não me explique, eu não quero entender”.
O Congresso ainda deve discutir a obrigatoriedade de contratação de energia de carvão e termelétricas a gás, beneficiando lobbies conhecidos. Essas fontes, além de caras, são consideradas poluentes, o que contrasta com a ambição do Brasil de liderar a pauta ambiental global. As decisões recentes do Congresso, portanto, criam uma demanda artificial por fontes de energia que oneram o consumidor e podem aumentar ainda mais a fatura de luz.
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