A Agência Brasileira de Inteligência, conhecida como Abin, está sendo investigada por monitorar ilegalmente pessoas, incluindo um gerente de loja chamado Alexandre de Moraes Soares, que foi confundido com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Essa confusão ocorreu em 2019 e resultou em quatro consultas indevidas no sistema de inteligência. O agente responsável por essas consultas foi demitido em 2022. As investigações mostram que a Abin tinha uma estrutura secreta que monitorava adversários do governo de Jair Bolsonaro, usando um software para rastrear celulares de figuras públicas, como ministros do STF e políticos. A Polícia Federal descreveu essa ação como uma forma de contrainteligência, levantando questões sobre a legalidade das atividades da Abin e a relação entre os poderes Executivo e Judiciário no Brasil. As investigações ainda estão em andamento e novas informações podem surgir.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi alvo de novas revelações sobre monitoramento ilegal, desta vez envolvendo um gerente de loja em São Paulo, Alexandre de Moraes Soares. Em maio de 2019, ele foi confundido com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, resultando em quatro consultas indevidas no sistema First Mile, conforme apurado pela Polícia Federal (PF).
As investigações indicam que o agente de inteligência Thiago Gomes Quinalia foi o responsável pelas consultas. Quinalia foi demitido em dezembro de 2022. O monitoramento ocorreu após a instauração do inquérito das fake news no STF, em março de 2019. A PF acredita que a confusão se deu por homonímia, já que Moraes Soares atuava como gerente em Barueri.
Estrutura de Espionagem
A chamada “Abin paralela” foi identificada como um grupo que monitorava adversários do governo de Jair Bolsonaro, incluindo ministros do STF, políticos e jornalistas. As apurações revelam que o software First Mile foi utilizado para rastrear celulares de forma reiterada, permitindo a localização de indivíduos por meio de suas conexões em redes 2G, 3G e 4G.
Entre os alvos da espionagem estavam figuras proeminentes como Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Luiz Fux, além do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira. A estrutura de monitoramento não apenas visava interesses políticos, mas também pessoais do ex-presidente e de seus filhos.
Consequências e Implicações
A PF descreveu a operação como uma “verdadeira ação de contrainteligência”, destacando a utilização de informações de inteligência para fins políticos. O caso levanta questões sobre a legalidade das ações da Abin e a relação entre os poderes Executivo e Judiciário no Brasil. As investigações continuam, e novos desdobramentos são esperados à medida que mais informações forem reveladas.
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