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“População se manifesta e exige ações do governador em situação crítica”

Funcionários da Secretaria da Fazenda denunciam assédio moral e práticas abusivas sob a gestão de Samuel Kinoshita. Investigação está em andamento.

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O secretário da Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, começou uma reestruturação na sua equipe, demitindo dez servidores comissionados. Os demitidos foram colocados em uma sala chamada “cantinho da vergonha”, sem acesso a computadores ou tarefas, criando um ambiente de trabalho hostil. Funcionários relataram casos de assédio moral, misoginia e práticas abusivas na gestão de Kinoshita, com queixas anônimas enviadas ao governador Tarcísio de Freitas, que descrevem um clima de medo e desrespeito. Um servidor mencionou que o ambiente se tornou emocionalmente desgastante, e outros relataram humilhações públicas e palavras ofensivas. Também houve retaliação a quem questionou decisões, como a transferência de um auditor fiscal que criticou mudanças no trabalho. A ouvidoria da secretaria não comentou as queixas, mas disse que as denúncias estão sendo investigadas. Kinoshita defendeu as demissões como parte de uma reforma necessária e negou que a sala dos demitidos fosse um espaço de humilhação, enquanto o governo de São Paulo prometeu investigar as denúncias.

Em 20 de janeiro, o secretário da Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, iniciou uma reestruturação na pasta, resultando na exoneração de dez servidores comissionados. Os demitidos foram alocados em uma sala envidraçada, apelidada de “cantinho da vergonha”, onde ficaram sem acesso a computadores ou tarefas, gerando um ambiente de trabalho hostil.

Funcionários relataram casos de assédio moral, misoginia e práticas abusivas sob a gestão de Kinoshita. Queixas anônimas foram enviadas ao governador Tarcísio de Freitas, descrevendo um clima de medo e desrespeito na Secretaria da Fazenda. Em uma das cartas, um servidor afirmou que o ambiente se tornara “inseguro e emocionalmente desgastante”.

As denúncias incluem o uso de palavras ofensivas e humilhações públicas. Um funcionário destacou que a falta de respeito se manifesta em atitudes sádicas contra aqueles que se opõem às decisões dos gestores. Outro relato menciona a misoginia, com frases como “mulher chora” sendo proferidas por Kinoshita durante reuniões.

Além disso, há relatos de retaliação a servidores que questionam decisões administrativas. Um auditor fiscal, que criticou mudanças no regime de trabalho, foi transferido sem aviso prévio, o que levantou suspeitas de que sua movimentação foi uma forma de punição.

A ouvidoria da secretaria não comentou as cartas, mas afirmou que denúncias são apuradas. Kinoshita, por sua vez, justificou as exonerações como parte de uma reforma necessária e negou que a sala onde os demitidos foram alocados tenha sido um espaço de humilhação. O governo de São Paulo reafirmou seu compromisso com a ética e a legalidade, prometendo investigar as denúncias.

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