O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se manifestou sobre o projeto de lei que cria o Dia de Celebração da Amizade Brasil-Israel, mesmo após o prazo de 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo ter expirado. O projeto foi aprovado pelo Senado no mês passado e é uma proposta antiga, de 2013, durante o governo Dilma Rousseff. Lula voltou a Brasília na última quarta-feira, após participar da Cúpula do G7 no Canadá, mas a falta de publicações no Diário Oficial da União, especialmente devido ao feriado de Corpus Christi, levantou dúvidas sobre um possível veto. Embora o projeto tenha recebido apoio de senadores do PT, há resistência dentro do partido, com alguns argumentando que Lula não deveria sancioná-lo devido à situação em Gaza, que consideram um genocídio. Uma opção para o governo seria deixar o prazo passar sem uma decisão, o que resultaria na promulgação automática do projeto pelo Congresso, evitando um conflito com a ala da esquerda que critica a relação com Israel neste momento delicado.
O prazo de 15 dias úteis para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidisse sobre a sanção ou veto do projeto de lei que institui o Dia de Celebração da Amizade Brasil-Israel expirou sem uma definição. O projeto, que foi aprovado pelo Senado no mês passado, remonta a uma proposta de 2013, durante o governo Dilma Rousseff.
Lula retornou a Brasília na última quarta-feira, após participar da Cúpula do G7 no Canadá, mas a Presidência não se manifestou sobre a decisão. A falta de edições do Diário Oficial da União nos dias seguintes ao prazo, incluindo o feriado de Corpus Christi, alimentou especulações sobre um possível veto.
A proposta, aprovada em votação simbólica, contou com o apoio de senadores do PT, mas enfrenta resistência interna. Uma ala do partido argumenta que Lula não deveria sancionar a lei em meio ao que considera um genocídio em Gaza, referindo-se à atual situação de conflito na região. Um veto poderia gerar polêmica em um cenário político já conturbado.
A alternativa mais diplomática para o governo seria deixar o prazo expirar sem uma decisão formal, resultando na promulgação automática do projeto pelo Congresso. Essa estratégia evitaria um embate direto com setores da esquerda que criticam a relação com Israel neste momento delicado.
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