O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, disse no Supremo Tribunal Federal que recebeu R$ 100 mil do general Walter Braga Netto para ajudar em ações golpistas contra a posse de Lula, após as eleições de 2022. Essa afirmação foi feita durante uma acareação entre Cid e Braga Netto. O ministro Luiz Fux perguntou a Cid se ele sentiu pressão durante seus depoimentos à Polícia Federal, e Cid respondeu que colaborou de forma voluntária e nunca se sentiu pressionado, sempre acompanhado de seus advogados. Braga Netto, que nega as acusações, foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro. Fux já havia criticado a quantidade de depoimentos de Cid, sugerindo que muitos relatos podem indicar omissões. As declarações de Cid e a negativa de Braga Netto aumentam as investigações sobre a suposta trama golpista, que busca deslegitimar a posse de Lula.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, reafirmou em acareação no Supremo Tribunal Federal (STF) que recebeu R$ 100 mil do general Walter Braga Netto para financiar ações golpistas contra a posse de Lula, após as eleições de 2022. A declaração ocorreu nesta terça-feira (24), durante o confronto de versões entre Cid e Braga Netto.
O ministro Luiz Fux questionou Cid sobre possíveis pressões durante seus depoimentos à Polícia Federal. O tenente-coronel afirmou que colaborou voluntariamente e nunca se sentiu pressionado, ressaltando que compareceu à PF acompanhado de seus advogados. Cid argumentou que não seria possível resumir todos os fatos em um único depoimento.
Braga Netto, que nega as acusações, foi ex-candidato a vice na chapa de Bolsonaro. Fux já havia criticado a quantidade de depoimentos de Cid, afirmando que “nove delações representam nenhuma delação”. O ministro insinuou que houve omissões por parte do delator, questionando a necessidade de tantos relatos ao longo da investigação.
As declarações de Cid e a negativa de Braga Netto intensificam as investigações sobre a suposta trama golpista, que visa deslegitimar a posse de Lula. O desdobramento deste caso continua a ser monitorado de perto, dado seu impacto nas esferas política e judicial do país.
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