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Minuta golpista de Torres é similar à de Bolsonaro, afirma Freire Gomes

General Freire Gomes afirma que minuta golpista de Anderson Torres é semelhante à apresentada por Jair Bolsonaro, complicando investigações.

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça (à esq.), e Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército — Foto: Fotos de Evaristo Sá/AFP e Cristiano Mariz/O Globo
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O ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, disse no Supremo Tribunal Federal que a minuta golpista encontrada na casa do ex-ministro Anderson Torres é parecida com a que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou em uma reunião em dezembro de 2022, onde teria discutido um plano golpista com os comandantes das Forças Armadas. Gomes afirmou que, apesar das semelhanças, os documentos não são idênticos. Ele também esclareceu que Torres não participou de reuniões sobre a tentativa de golpe, que abordaram outros assuntos, como a possibilidade de decretar Garantia da Lei e da Ordem. Durante a mesma acareação, Anderson Torres negou ter dado assessoria jurídica a Bolsonaro e criticou a minuta, chamando-a de mal escrita e cheia de erros. A investigação sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 continua, analisando documentos e depoimentos de pessoas ligadas ao governo Bolsonaro.

O ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, afirmou durante acareação no Supremo Tribunal Federal (STF) que a minuta golpista encontrada na residência do ex-ministro Anderson Torres é “semelhante” ao documento apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em dezembro de 2022. Na reunião, Bolsonaro teria exposto um plano golpista aos comandantes das Forças Armadas, conforme depoimentos. A ata da reunião, que não foi gravada, registra que a minuta discutida no dia 7 possui conteúdo semelhante ao encontrado na casa de Torres.

Gomes destacou que, embora as minutas não sejam idênticas, há similaridades entre os conteúdos. Ele também esclareceu que Torres não participou de reuniões que discutiram uma tentativa de golpe de Estado em 2022. O general mencionou que, apesar de encontros com a presença do ex-ministro, as conversas abordavam diversos temas, incluindo a possibilidade de decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Declarações de Anderson Torres

Na mesma acareação, Anderson Torres negou ter prestado “assessoria jurídica” a Bolsonaro durante seu mandato. Ele afirmou que não discutiu a minuta golpista e criticou a qualidade do documento, descrevendo-o como “muito mal escrito” e repleto de erros de português. Torres reiterou que desconhece a origem da minuta e que nunca tratou de questões relacionadas a esse assunto.

A investigação sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 continua em andamento, com a análise de documentos e depoimentos de figuras-chave do governo Bolsonaro. O desfecho desse caso pode ter implicações significativas para os envolvidos e para a política brasileira.

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