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Escritores e editoras apoiam a ditadura militar no Brasil, revela ABL

Intelectuais como Rachel de Queiroz e Rubem Fonseca colaboraram com a ditadura militar, promovendo ideais anticomunistas no Brasil.

Editora 1965 (Foto: Reprodução)
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A ditadura militar brasileira de 1964 teve apoio não só das forças armadas, mas também de escritores e editoras que ajudaram a espalhar ideias conservadoras e anticomunistas. Recentemente, descobriu-se que autores como Rachel de Queiroz e Rubem Fonseca colaboraram com o regime. Rachel, em uma entrevista, disse que a queda do presidente João Goulart foi uma boa ideia. Outros escritores, como Gilberto Freyre e Ariano Suassuna, também se aliaram ao governo militar. Editoras como Record e José Olympio foram importantes na publicação de livros que criticavam Goulart e promoviam ideais americanos. O Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPÊS), fundado em 1961, teve um papel significativo nesse apoio, recebendo recursos dos EUA para desestabilizar o governo Goulart e distribuindo publicações anticomunistas. Rubem Fonseca, que recebeu apoio do IPÊS para seu primeiro romance, atuou como um intermediário entre empresários e militares. Embora tenha minimizado sua participação, ele esteve ligado ao instituto até 1972. Além de Queiroz e Fonseca, outros intelectuais, como Gilberto Freyre, também apoiaram o regime, enquanto alguns, como Érico Veríssimo, mostraram resistência. A relação entre a literatura e a ditadura é complexa, com muitos escritores inicialmente apoiando o regime e depois se tornando críticos.

A ditadura militar brasileira de 1964 não foi sustentada apenas por forças armadas, mas também por uma rede literária que apoiou o regime. Recentemente, revelações sobre o envolvimento de editoras e escritores, como Rachel de Queiroz e Rubem Fonseca, destacam a colaboração de intelectuais na propagação de ideais conservadores e anticomunistas.

Rachel de Queiroz, em entrevista de 2000, afirmou que a queda de João Goulart foi uma boa ideia. Ao lado dela, outros autores renomados, como Gilberto Freyre e Ariano Suassuna, também se alinharam ao regime. Editoras como Record, José Olympio e Agir foram fundamentais na disseminação de publicações que desestabilizavam o governo de Goulart, associando-o ao comunismo e promovendo ideais de liberdade americanos.

O Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPÊS), fundado em 1961, teve um papel crucial nesse contexto. Com apoio de instituições dos EUA, o IPÊS atuou para desarticular o governo Goulart, e seus membros, como Golbery do Couto e Silva, assumiram posições de poder após o golpe. O instituto estabeleceu convênios com editoras, distribuindo milhões de livros e folhetos anticomunistas pelo Brasil.

Rubem Fonseca, que teve seu primeiro romance subsidiado pelo IPÊS, foi um elo entre empresários, militares e jornalistas. Ele coordenou uma assessoria de imprensa que ajudou a desestabilizar o governo Goulart. Embora tenha minimizado sua atuação no IPÊS, registros mostram que ele esteve associado ao instituto até 1972.

A colaboração de intelectuais com o regime militar não se limitou a figuras como Queiroz e Fonseca. Gilberto Freyre e Dinah Silveira de Queiroz também apoiaram o governo, enquanto outros, como Érico Veríssimo, expressaram reservas. A relação entre a literatura e a ditadura revela um panorama complexo, onde muitos escritores inicialmente apoiaram o regime, mas posteriormente se tornaram críticos.

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