O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, contou à Polícia Federal que advogados ligados ao ex-presidente tentaram convencer sua família a mudar sua defesa em uma investigação sobre um suposto golpe em 2022. Essas tentativas começaram em agosto de 2023, quando Cid fez um acordo de colaboração premiada. Ele disse que Fabio Wajngarten, um dos advogados, ligou várias vezes para sua esposa para influenciar a estratégia legal. Cid também afirmou que Wajngarten e outro advogado, Luiz Eduardo Kuntz, tentaram se aproximar de sua filha menor de idade, usando o hipismo como desculpa. A defesa de Cid pediu à PF que investigue essas ações por possível obstrução de justiça, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu que os advogados devem ser ouvidos. Kuntz disse que se defenderá e Wajngarten criticou a criminalização da advocacia. Cid negou ter se comunicado com Kuntz sobre sua delação e alegou que as mensagens apresentadas por ele foram forjadas. A defesa de Cid vê as tentativas dos advogados como uma forma de interferir nas investigações. A Polícia Federal deve esclarecer as suspeitas antes do julgamento dos envolvidos no caso.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, revelou à Polícia Federal que advogados associados ao ex-presidente tentaram persuadir sua família a alterar sua defesa durante a investigação sobre a trama golpista de 2022. As tentativas ocorreram a partir de agosto de 2023, coincidentemente quando Cid firmou um acordo de colaboração premiada.
Em seu depoimento, Cid mencionou que Fabio Wajngarten, um dos advogados, contatou sua esposa diversas vezes para convencê-la a mudar a defesa do militar. O termo de depoimento destaca que Wajngarten fez várias ligações para a esposa de Cid, buscando influenciar a estratégia legal do tenente-coronel.
Tentativas de Contato
Cid também relatou que os advogados Luiz Eduardo Kuntz e Wajngarten tentaram se aproximar de sua filha menor de idade, utilizando o hipismo como um pretexto. O militar afirmou que, ao verificar o celular da filha, encontrou mensagens constantes dos advogados pelo WhatsApp e Instagram. Além disso, Kuntz abordou a mãe de Cid em eventos, oferecendo-se para atuar na defesa do tenente-coronel.
A defesa de Cid solicitou à PF que investigue as ações dos advogados por possível obstrução de justiça. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que os advogados sejam ouvidos sobre as acusações. Kuntz se manifestou, afirmando que irá se defender nos autos, enquanto Wajngarten criticou a criminalização da advocacia.
Negação de Comunicações
No depoimento, Cid negou ter se comunicado com Kuntz sobre sua delação, alegando que as mensagens apresentadas pelo advogado foram forjadas. Ele suspeita que alguém gravou suas conversas sem autorização e repassou os áudios a Kuntz. A defesa de Cid considera as tentativas de contato dos advogados como uma estratégia ardilosa para interferir nas investigações.
A expectativa é que a Polícia Federal esclareça as suspeitas antes do julgamento dos réus envolvidos na trama golpista. O caso continua a gerar polêmica e atenção no cenário político brasileiro.
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