Alexandre Accioly, um empresário do Rio de Janeiro, está liderando um projeto polêmico para revitalizar o Jardim de Alah, que fica entre Ipanema e Leblon. O plano pretende transformar o parque em um espaço com áreas comerciais, mas tem gerado resistência de moradores e ambientalistas. A obra foi retomada após uma decisão judicial, mas a remoção de 130 árvores e a ênfase no comércio têm atraído críticas. O Jardim de Alah, que é um Patrimônio Histórico Municipal, receberá um investimento de 130 milhões de reais, e Accioly afirma que o projeto será sustentável e trará benefícios sociais, como a construção de uma creche. No entanto, Carlos Minc, deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente, critica a proposta, dizendo que ela prioriza lojas e restaurantes em vez de áreas de lazer. A atriz Júlia Lemmertz também se opõe ao projeto, sugerindo que o parque deveria ser um corredor verde. Accioly defende que a revitalização é uma chance de melhorar a área e gerar empregos, acreditando que isso tornará o Rio de Janeiro mais atraente para turistas.
Alexandre Accioly, empresário carioca, está à frente de um polêmico projeto de revitalização do Jardim de Alah, localizado entre Ipanema e Leblon. O plano, que visa transformar o parque público em um espaço com áreas comerciais, enfrenta resistência de moradores e ambientalistas. A obra foi retomada após decisão judicial, mas a supressão de 130 árvores e a priorização de comércio geraram críticas.
O Jardim de Alah, com 93,6 mil metros quadrados, é tombado como Patrimônio Histórico Municipal e, segundo Accioly, a revitalização trará um investimento de 130 milhões de reais e promete um projeto “sustentável e responsável”. O consórcio Rio+Verde, liderado por Accioly, defende que o projeto incluirá contrapartidas sociais, como a construção de uma creche para a comunidade vizinha.
Carlos Minc, deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente, critica a proposta, afirmando que ela favorece a construção de lojas e restaurantes em detrimento de áreas de lazer e reflorestamento. Ele destaca que a população local deseja mais espaços para idosos e animais, além de atividades culturais e esportivas. A prefeitura, por sua vez, garante que as árvores mais antigas serão preservadas e que novas árvores serão plantadas como compensação.
A atriz Júlia Lemmertz, uma das vozes contrárias ao projeto, argumenta que a proposta não é uma revitalização, mas sim uma descaracterização do espaço público. Ela sugere que o parque deveria ser um corredor verde entre os bairros, com mais plantas e segurança. A insatisfação com a gestão de Accioly se estende a outros projetos, como a reabertura do Cine Roxy, que se transformou em uma casa de shows voltada para turistas.
Accioly, por sua vez, defende que o projeto do Jardim de Alah é uma oportunidade de transformar uma área degradada em um espaço que gerará empregos e renda. Ele acredita que o Rio de Janeiro está em um momento especial para o turismo e que sua visão pode revitalizar a cidade, tornando-a mais atrativa para visitantes.
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