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Governo Lula conquista apoio nas redes sociais em meio à crise institucional

Movimento nas redes sociais critica o Congresso e pede taxação dos super-ricos, refletindo descontentamento com ações recentes.

Fraude no INSS: como será plano do governo para devolver descontos irregulares para aposentados (Foto: Reprodução)
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  • O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta tensões com o Congresso Nacional após a derrubada de um decreto e a anulação do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).
  • Um movimento nas redes sociais critica os parlamentares e pede a taxação dos super-ricos, com 95% das menções ocorrendo na plataforma X.
  • A análise de 976 mil publicações entre 23 de junho e 3 de julho mostra que as postagens acumulam 2,13 milhões de curtidas e 43,8 milhões de impressões.
  • O movimento ganhou força a partir de 25 de junho, com postagens de perfis alinhados à esquerda, incluindo vídeos que destacam a desigualdade fiscal.
  • O perfil oficial do governo defende a classe média e os trabalhadores, alinhando-se às demandas populares em meio ao descontentamento com o Congresso.

Em meio a um cenário de tensões entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Congresso Nacional, um movimento nas redes sociais tem ganhado destaque. O movimento critica os parlamentares e clama pela taxação dos super-ricos, conforme dados da consultoria Nexus. Recentemente, o Congresso derrubou um decreto presidencial e anulou o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), ações que geraram descontentamento popular.

Uma análise de 976 mil publicações em três redes sociais revela que 95% das menções sobre críticas ao Congresso e a taxação de ricos ocorreram no X, enquanto o Facebook e o Instagram representaram 4% e 1%, respectivamente. O período analisado foi de 23 de junho a 3 de julho, com postagens que já acumulam 2,13 milhões de curtidas e 43,8 milhões de impressões. Os termos mais citados incluem “Congresso da Mamata” e “Congresso Inimigo do Povo”.

Crescimento do Movimento

O movimento começou a ganhar força a partir de 25 de junho, atingindo seu pico em 2 de julho. A maioria das postagens é feita por perfis alinhados à esquerda e ao PT. Deputados como Guilherme Boulos (PSOL-SP) têm utilizado vídeos gerados por inteligência artificial para ilustrar a desigualdade fiscal, mostrando trabalhadores sobrecarregados em comparação a ricos com fardos menores.

O perfil oficial do governo, embora não tenha utilizado os termos do movimento, publicou que “nesse cabo de guerra, o governo tem um lado: o lado da classe média e do povo trabalhador que movem o país”. As postagens refletem uma tentativa de alinhar o discurso governamental com as demandas populares, em um momento de crescente insatisfação com a atuação do Congresso.

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