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Receita elogia aumento do IOF e destaca estabilidade econômica do país

Governo Lula enfrenta revés no Congresso após derrubada do aumento do IOF e busca apoio no STF e entre parlamentares.

Receita Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O governo Lula anunciou um aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para promover a estabilidade econômica.
  • A Receita Federal elogiou a medida, que visava eliminar distorções no mercado financeiro e combater a elisão fiscal.
  • O Congresso Nacional derrubou rapidamente o decreto, com 383 votos a favor da anulação e 98 contra, marcando a primeira vez em três décadas que um decreto do Executivo foi anulado pelo Legislativo.
  • Após a derrota, o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e busca restabelecer o diálogo com os parlamentares.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmaram que as negociações ainda estão em andamento.

A Receita Federal elogiou o decreto do governo Lula que propôs um aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), destacando que a medida visava promover a estabilidade econômica. O parecer, obtido pela Coluna do Estadão, indicou que o aumento buscava eliminar distorções no mercado financeiro, especialmente no câmbio. O documento, datado de 21 de maio, enfatizou que a proposta do governo tinha como objetivo combater a elisão fiscal.

No entanto, em uma rápida reação, o Congresso Nacional derrubou o decreto no dia 25 de maio, resultando em uma significativa derrota para o governo. A votação na Câmara dos Deputados registrou 383 votos a favor da derrubada, contra 98 contrários. Essa foi a primeira vez em três décadas que um decreto do Executivo foi anulado pelo Legislativo, desde o governo Collor.

Recurso ao STF

Após a decisão do Congresso, o governo Lula recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a medida. Enquanto aguarda uma decisão judicial, o Executivo busca restabelecer o diálogo com os parlamentares. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou disposição para pacificar as relações, após reunião com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se encontra na Argentina para uma cúpula do Mercosul, afirmou que o governo não se afastou das negociações. Ele destacou que a equipe do Executivo saiu da mesa de diálogo acreditando que as discussões estavam em um bom caminho, mas não foi reconvocada para continuar as tratativas.

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