- O ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten e o advogado Eduardo Kuntz prestaram depoimento à Polícia Federal sobre contatos com a filha do tenente-coronel Mauro Cid.
- Ambos confirmaram as interações, mas negaram ter discutido a delação premiada de Cid, homologada em setembro de 2023.
- Wajngarten afirmou que as mensagens trocadas foram de solidariedade e que não teve mais contato com Cid desde agosto de 2023.
- Kuntz, que conheceu a filha de Cid em março de 2023, disse que as conversas eram sobre hipismo e nunca abordaram a delação.
- A investigação da Polícia Federal continua para esclarecer as relações e possíveis influências no processo de colaboração premiada.
O ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten e o advogado Eduardo Kuntz prestaram depoimento à Polícia Federal (PF) sobre contatos que tiveram com a filha do tenente-coronel Mauro Cid. Ambos confirmaram as interações, mas negaram que tenham discutido a delação premiada do militar, homologada em setembro de 2023.
Wajngarten, que atuou no governo de Jair Bolsonaro, afirmou que as mensagens trocadas com a filha de Cid foram apenas de solidariedade. Ele relatou que, desde agosto de 2023, não teve mais contato com Cid e que a última comunicação foi antes da homologação da delação. O ex-secretário também mencionou que recebeu uma ligação do pai de Cid, o general Lourena Cid, pedindo ajuda para a inscrição de uma neta em um campeonato de hipismo.
Detalhes dos Depoimentos
Kuntz, que defende o ex-assessor presidencial Marcelo Câmara, revelou que conheceu a filha de Cid em março de 2023 e manteve contatos esporádicos com ela até março de 2024. As conversas, segundo ele, eram predominantemente sobre hipismo, embora reconhecesse que poderiam ter surgido questionamentos sobre os processos legais de Cid. O advogado enfatizou que nunca discutiu a delação com a família do militar.
O depoimento de Kuntz também incluiu uma mensagem enviada à adolescente, na qual mencionou que faz uma “limpeza” em seu celular toda segunda-feira. Ele não se recordou do contexto, mas explicou que utiliza mensagens temporárias. Câmara, por sua vez, negou qualquer contato com Cid ou sua família e afirmou não ter conhecimento sobre a comunicação de seu advogado.
Implicações e Contexto
Esses depoimentos ocorreram após familiares de Cid relatarem os contatos, e foram ouvidos no mesmo dia em que Câmara e o advogado Paulo Cunha Bueno também prestaram esclarecimentos. Bueno confirmou ter tido interações com a família de Cid, mas negou que tenha discutido a delação. A investigação continua em andamento, enquanto a PF busca esclarecer as relações e possíveis influências no processo de colaboração premiada.
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