- Especialistas entregaram um “manual de instruções” ao governo brasileiro com cinco propostas para o Brics liderar o financiamento climático global.
- O documento foi elaborado pelo Instituto Clima e Sociedade e pelo Centro de Políticas de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston.
- O objetivo é fortalecer a colaboração entre os países do Brics e preparar negociações para a COP30, que ocorrerá em Belém do Pará.
- As propostas incluem mobilização de capital paciente, expansão de políticas, criação de sistemas colaborativos de pesquisa, desenvolvimento de setores privados verdes e fortalecimento do Novo Banco de Desenvolvimento.
- A Cúpula do Brics acontecerá nos dias 6 e 7 de julho no Museu de Arte Moderna, focando na cooperação econômica, política e social entre os membros.
Às vésperas da Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, especialistas apresentaram ao governo brasileiro um “manual de instruções” com cinco propostas para que o bloco de economias emergentes lidere o financiamento climático global. O documento, elaborado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e pelo Centro de Políticas de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston, foi entregue nesta sexta-feira, 4, durante o Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza.
O objetivo principal é impulsionar a colaboração entre os 11 países do Brics nas metas climáticas e preparar o terreno para negociações mais ambiciosas na COP30, que ocorrerá em Belém do Pará. O texto ressalta que, embora os países desenvolvidos tenham a responsabilidade primária de fornecer recursos, muitos membros do Brics já estão investindo voluntariamente em economias em desenvolvimento.
Propostas para o Brics
As cinco propostas incluem:
1. Mobilizar o “capital paciente” disponível no bloco, aproveitando recursos financeiros de longo prazo e baixo custo, com a criação de um Fórum de Financiamento para o Desenvolvimento Brics.
2. Expandir o espaço de políticas, rompendo com modelos tradicionais das instituições financeiras internacionais que não atendem aos objetivos de desenvolvimento sustentável do bloco.
3. Criar sistemas colaborativos de pesquisa e desenvolvimento, coordenando esforços em ciência e tecnologia para atender às prioridades dos países do Brics.
4. Desenvolver setores privados verdes estratégicos, focando em biocombustíveis e infraestrutura sustentável, utilizando políticas de compras governamentais para apoiar essas iniciativas.
5. Fortalecer o Novo Banco de Desenvolvimento, aprimorando os benefícios das instituições existentes.
O documento enfatiza que fortalecer a colaboração Sul-Sul e o multilateralismo pode empoderar a região e demonstrar novas formas de solidariedade e liderança. A Cúpula do Brics ocorrerá nos dias 6 e 7 de julho no Museu de Arte Moderna (MAM), sendo um importante encontro voltado à cooperação econômica, política e social entre os países-membros.
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