- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a urgência de discutir a tributação internacional e a desigualdade em seminário do Novo Banco de Desenvolvimento.
- Ele mencionou que três mil famílias concentram uma riqueza de US$ 15 trilhões, evidenciando a concentração de renda global.
- Haddad defendeu a revisão da tributação sobre grandes fortunas, citando a redução das alíquotas para os super-ricos nas últimas décadas.
- O ministro também abordou a situação fiscal alarmante dos países do Sul Global, agravada por crises recentes.
- Ele propôs uma nova organização das finanças internacionais, adaptada às realidades atuais, para enfrentar problemas globais e garantir o desenvolvimento sustentável.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a necessidade urgente de discutir a tributação internacional e a desigualdade durante um seminário do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Ele ressaltou que 3 mil famílias concentram uma riqueza de US$ 15 trilhões, evidenciando a concentração de renda sem precedentes no mundo.
Haddad argumentou que a revisão da tributação sobre grandes fortunas é essencial, uma vez que as alíquotas para os super-ricos foram significativamente reduzidas nas últimas décadas. Ele afirmou que os países do Sul Global enfrentam restrições fiscais severas, agravadas pela crise de 2008 e pela pandemia. O ministro alertou que, mesmo com a expectativa de queda nas taxas de juros, o cenário fiscal permanece preocupante, especialmente para nações devedoras em moeda forte.
Desafios e Urgências
Durante o seminário, Nelson Barbosa, diretor do BNDES, enfatizou três pontos críticos: transição energética, digital e demográfica. Haddad concordou que as urgências apresentadas por Barbosa são prementes e que a situação fiscal de muitos países é alarmante. Ele defendeu que é necessário ir além das diretrizes da OCDE para reverter a tendência de redução na tributação sobre grandes fortunas.
O ministro também abordou o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, afirmando que mudanças na educação e formação profissional serão indispensáveis. Além disso, citou eventos climáticos extremos, como as enchentes no Rio Grande do Sul, para ilustrar a falta de recursos em muitos países para lidar com desastres naturais.
Nova Visão para as Finanças Globais
Haddad propôs que a organização das finanças internacionais deve ser repensada, superando os moldes estabelecidos pelo acordo de Bretton Woods. Ele defendeu que a administração das finanças globais deve ser adaptada às novas realidades, uma vez que os problemas enfrentados atualmente são de natureza global e não apenas nacional. O foco na desigualdade é crucial para garantir o financiamento do desenvolvimento sustentável.
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