- O governador em exercício, Rodrigo Bacellar (União), demitiu o secretário de Transportes, Washington Reis (MDB), sem consultar o governador Cláudio Castro (PL), que está de licença.
- Bacellar acusou Reis de insubordinação e de estar alinhado a rivais políticos.
- Reis contestou a demissão e afirmou ter o apoio de Castro.
- A exoneração gerou uma crise na base do governo e complicou os planos de Bacellar para uma agenda positiva durante sua interinidade.
- A situação interna no governo se agrava com rumores de insatisfação entre aliados de Castro e a saída de membros da equipe.
Sem a autorização do governador Cláudio Castro (PL), que se encontra em licença, a demissão do secretário de Transportes, Washington Reis (MDB), gerou uma crise na base do governo. A exoneração foi anunciada na quinta-feira, 19 de outubro, pelo governador em exercício, Rodrigo Bacellar (União), que o acusou de insubordinação e de estar alinhado a rivais políticos.
Bacellar, que almeja a candidatura ao governo em 2026, tomou a decisão sem consultar Castro, que estava em um voo para Lisboa. O governador em exercício afirmou que não poderia manter um secretário que não dialoga e que já escolheu seu lado, referindo-se a Reis como “insubordinado”. Em resposta, Reis contestou a demissão, alegando ter o apoio de Castro e desqualificando a assinatura de Bacellar como válida.
Tensão Política
A demissão de Reis complicou os esforços do entorno de Castro para criar uma “agenda positiva” durante a interinidade de Bacellar. O plano original incluía ações na área de transportes e um pacto de não agressão com Reis, que agora se vê como um potencial concorrente nas eleições de 2026. A rivalidade entre Bacellar e Reis pode prejudicar não apenas a candidatura do presidente da Alerj, mas também a de Castro ao Senado.
Aliados de Castro tentaram neutralizar Reis, sugerindo um acordo que o afastasse da corrida eleitoral, incluindo a possibilidade de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Entretanto, a tensão aumentou após uma discussão acalorada entre Bacellar e o irmão de Reis, Rosenverg, na Alerj, onde ambos trocaram farpas sobre o comando do estado.
Crise Interna
A demissão de Reis surpreendeu aliados e líderes partidários, que veem a atitude de Bacellar como imprevisível e potencialmente prejudicial para a construção de alianças. A crise interna no Palácio Guanabara se agrava, com rumores de insatisfação entre os aliados de Castro, incluindo a saída do marqueteiro Paulo Vasconcelos e do chefe de gabinete, Rodrigo Abel. A situação reflete um ambiente político conturbado, onde as ambições pessoais podem impactar a estabilidade do governo.
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