- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a crise com o Congresso, causada pela derrubada de decretos sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), será resolvida por meio de negociações.
- Durante evento no Rio de Janeiro, Lula expressou gratidão ao Congresso e destacou que a maioria dos projetos enviados foi aprovada.
- Ele enfatizou a importância do diálogo e minimizou as tensões entre os Poderes Executivo e Legislativo.
- Lula também mencionou a possibilidade de se candidatar à reeleição em 2026, desafiando a ideia de que seu governo já terminou.
- A Advocacia-Geral da União (AGU) já encaminhou uma ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir sobre a constitucionalidade do decreto que alterou as alíquotas do IOF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira, 4, que a crise gerada pela derrubada dos decretos que reajustavam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) será resolvida por meio de negociações. Durante um evento no Rio de Janeiro, Lula expressou sua gratidão ao Congresso e minimizou as tensões entre os Poderes Executivo e Legislativo.
Em seu discurso, o presidente afirmou que 99% dos projetos enviados ao Legislativo foram aprovados, ressaltando a importância do diálogo. “Quando há divergência, é bom. A gente senta na mesa, vai conversar e resolve”, disse Lula. A declaração ocorre após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspender os decretos do governo e convocar uma audiência de conciliação entre os Poderes para o dia 15 de julho.
Lula também abordou a possibilidade de se candidatar à reeleição em 2026, desafiando aqueles que acreditam que seu governo já terminou. “Se tudo estiver como estou pensando, esse país vai ter pela primeira vez um presidente eleito quatro vezes”, afirmou. O presidente participou do evento em que a Petrobras anunciou R$ 33 bilhões em investimentos até 2029, o que deve gerar mais de 30 mil empregos diretos e indiretos.
A Advocacia-Geral da União (AGU) já encaminhou uma ação ao STF para que a Corte decida sobre a constitucionalidade do decreto que alterou as alíquotas do IOF. Parlamentares pedem moderação nas relações entre os Poderes, enquanto Lula defendeu a ação, afirmando que é necessário respeitar as atribuições de cada um. Ele enfatizou que não deseja “nervosismo” nas discussões, destacando que ainda tem um ano e meio de mandato pela frente.
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