- A Frente Povo Sem Medo, ligada ao deputado federal Guilherme Boulos, ocupou a sede do Itaú em São Paulo na tarde de quinta-feira, três de julho.
- O protesto, realizado de forma surpresa, exigiu a taxação de bilionários e contou com a presença de militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
- O local foi escolhido por seu valor simbólico, já que o prédio custou R$ 1,4 bilhão.
- Um ministro do governo Lula afirmou que a ação “estreita” a mobilização pela taxação dos mais ricos, uma prioridade do governo.
- A Frente Povo Sem Medo convocou nova manifestação para dez de julho, com pautas que incluem o fim da jornada de trabalho 6×1 e isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
O protesto realizado na sede do Itaú, em São Paulo, na tarde de quinta-feira (3), mobilizou a Frente Povo Sem Medo, ligada ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL). O ato, que ocorreu de forma surpresa, contou com a presença de militantes que exigiam a taxação de bilionários. O grupo, que inclui o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), escolheu o local por seu valor simbólico, já que o prédio custou R$ 1,4 bilhão.
Durante a manifestação, uma liderança do movimento destacou que os bancos frequentemente solicitam ajuda do governo em momentos de crise, enquanto os ricos pagam menos impostos que a população. Um ministro do governo Lula, que preferiu não ser identificado, expressou que a ação “estreita” a mobilização pela taxação dos mais ricos, uma bandeira central do governo em busca de justiça tributária e recuperação de popularidade.
Boulos, que não comentou diretamente sobre o ato, manifestou apoio à autonomia do movimento social. Ele tem criticado a aliança entre o centrão e a direita, que, segundo ele, busca desestabilizar o governo e cortar políticas sociais. Em suas redes sociais, o deputado argumenta que essa coalizão visa aumentar a impopularidade de Lula e abrir caminho para uma candidatura de direita em 2026.
Reações e Consequências
A manifestação gerou reações mistas. Enquanto alguns perfis de esquerda apoiaram o ato, figuras da direita, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o empresário Luciano Hang, criticaram a ocupação. Ferreira comparou a ação aos ataques de 8 de janeiro de 2023, enquanto Hang a chamou de “baderna”.
Além disso, a Frente Povo Sem Medo convocou uma nova manifestação para o dia 10 de julho, com pautas que incluem o fim da jornada de trabalho 6×1 e isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000. Boulos tem promovido o protesto em suas redes sociais, reforçando a mobilização em torno da taxação de bancos, apostas e bilionários.
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