- Filipe Martins, ex-assessor do governo Bolsonaro, foi preso em fevereiro de 2022 por suposta tentativa de fuga após uma viagem aos Estados Unidos, que sua defesa nega.
- Recentemente, Martins convocou Eduardo Tagliaferro, ex-auxiliar do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, como testemunha.
- Ele alega que as investigações são seletivas e cita diálogos que sugerem ordens para incriminar opositores.
- Tagliaferro, indiciado por violação de sigilo funcional, é mencionado em conversas que indicam instruções de Moraes para prejudicar aliados de Bolsonaro.
- A defesa de Martins argumenta que as alegações sobre a viagem são infundadas e que ele é alvo de “lawfare”.
Filipe Martins, ex-assessor do governo Bolsonaro, foi preso em fevereiro de 2022 sob a acusação de tentar fugir após uma suposta viagem aos Estados Unidos, que sua defesa nega. Recentemente, Martins arrolou Eduardo Tagliaferro, ex-auxiliar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, como testemunha em sua defesa. Ele alega que as investigações são seletivas e cita diálogos que indicam ordens para incriminar opositores.
Tagliaferro, que foi indiciado por violação de sigilo funcional, é mencionado em mensagens que sugerem que Moraes teria dado instruções informais para a produção de relatórios que poderiam prejudicar aliados de Bolsonaro. Em uma conversa, Tagliaferro e outros assessores discutem um pedido do ministro para associar o deputado Eduardo Bolsonaro a um divulgador de fake news sobre as urnas eletrônicas. A defesa de Martins argumenta que esses diálogos evidenciam uma condução tendenciosa das investigações.
O advogado de Martins, Ricardo Scheiffer, afirma que a inclusão de Tagliaferro como testemunha visa demonstrar a seletividade nas ações do STF. Segundo ele, o ex-assessor bolsonarista é alvo de “lawfare”, sendo preso ilegalmente com base em uma viagem que nunca ocorreu. Documentos apresentados pela defesa indicam que as alegações sobre a viagem de Martins aos EUA são infundadas, com erros nos registros que supostamente comprovariam a entrada dele no país.
A situação de Filipe Martins continua a gerar controvérsias, à medida que novos desdobramentos surgem nas investigações que envolvem figuras proeminentes da política brasileira.
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