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Lula defende justiça tributária e critica manipulação da IA por bilionários no Brics

Lula destaca desigualdade global e propõe reformas na arquitetura financeira durante cúpula do Brics, visando justiça tributária e governança da IA.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante plenária da cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu reformas na arquitetura financeira internacional durante a cúpula do Brics no Rio de Janeiro.
  • Ele criticou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, comparando-os a um “Plano Marshall às avessas”.
  • Lula destacou a diminuição dos fluxos de ajuda internacional e o aumento do custo da dívida dos países mais pobres.
  • O presidente propôs uma revisão do sistema de cotas do FMI, sugerindo que os votos dos países do Brics deveriam corresponder a 25% do total.
  • A cúpula também abordou a governança da inteligência artificial, com Lula defendendo um modelo justo e inclusivo para o desenvolvimento dessa tecnologia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante a cúpula do Brics no Rio de Janeiro, a necessidade de reformas na arquitetura financeira internacional. Em seu discurso, Lula criticou o funcionamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, comparando-os a um “Plano Marshall às avessas”. Ele argumentou que essas instituições perpetuam desigualdades, onde países em desenvolvimento financiam economias mais ricas.

Lula destacou que os fluxos de ajuda internacional diminuíram enquanto o custo da dívida dos países mais pobres aumentou. Ele mencionou que três mil bilionários acumularam US$ 6,5 trilhões desde 2015, evidenciando a disparidade crescente entre ricos e pobres. O presidente enfatizou a importância da justiça tributária e do combate à evasão fiscal para promover um crescimento econômico inclusivo.

Propostas de Reforma

O líder brasileiro propôs uma revisão do sistema de cotas do FMI, sugerindo que os votos dos países do Brics deveriam corresponder a 25% do total, em vez dos atuais 18%. Lula também criticou a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC), que, segundo ele, tem dificultado o progresso em negociações comerciais. Ele pediu um novo pacto que diferencie políticas ambientais legítimas de protecionismo disfarçado.

Na cúpula, a governança da inteligência artificial (IA) também foi um tema central. Lula defendeu que o desenvolvimento da IA não deve ser um privilégio de poucos países e que deve haver um modelo de governança justo e inclusivo. Ele alertou que a tecnologia não pode ser usada como um instrumento de manipulação por bilionários.

Compromissos do Brics

O comunicado final da cúpula reafirmou o compromisso dos países do Brics com um sistema tributário internacional justo e mais inclusivo. Os líderes se comprometeram a aumentar a progressividade tributária e a trabalhar em conjunto para reduzir a desigualdade global. A reunião também abordou a necessidade de proteger a propriedade intelectual em um contexto de crescente embate com as grandes empresas de tecnologia.

Lula concluiu sua participação na cúpula com um jantar para líderes e convidados, enquanto as discussões sobre meio ambiente e saúde global estão programadas para continuar nos próximos dias.

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