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Atentado contra pré-candidato à Presidência na Colômbia completa um mês sem respostas

Polícia captura responsável pelo atentado contra Miguel Uribe, enquanto investigações revelam mais detalhes sobre o ataque.

Homem vestindo uma camiseta com a imagem do pré-candidato à Presidência da Colômbia Miguel Uribe segura vela durante missa em Bogotá pela saúde do político (Foto: Luís Acosta/AFP)
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  • O atentado contra o senador e pré-candidato à Presidência da Colômbia, Miguel Uribe, ocorreu em junho e deixou muitas dúvidas sobre suas motivações.
  • A polícia prendeu Elder José Arteaga Hernández, conhecido como El Costeño, apontado como responsável pelo planejamento do ataque.
  • El Costeño é o quinto detido no caso, que envolve uma pistola Glock modificada.
  • A prisão ocorreu em Engativá, Bogotá, um dia após a Interpol emitir um alerta vermelho.
  • As investigações indicam que a pistola pode ter sido usada em outros crimes e levantam questões sobre a quantidade de atiradores envolvidos no atentado.

O atentado contra o senador e pré-candidato à Presidência da Colômbia, Miguel Uribe, completou um mês nesta segunda-feira (7), deixando muitas questões sem resposta sobre suas motivações. Recentemente, a polícia capturou Elder José Arteaga Hernández, conhecido como El Costeño, apontado como o responsável pelo planejamento do ataque. Ele é o quinto detido no caso, que envolve uma pistola Glock modificada.

A prisão de El Costeño ocorreu no último sábado (5), um dia após a Interpol emitir um alerta vermelho a pedido das autoridades colombianas. O suspeito foi encontrado em Engativá, região de Bogotá, onde Uribe foi baleado durante um evento político. O general da polícia, Carlos Fernando Triana, destacou a importância da captura para as investigações, afirmando que agora a polícia busca os mentores do ataque.

Além de El Costeño, outros quatro indivíduos estão detidos, incluindo o atirador, um adolescente de 14 anos, e William Fernando González Cruz, que foi filmado no dia do atentado. A arma utilizada, uma Glock de 9 mm, foi adquirida nos Estados Unidos e sua trajetória até a Colômbia ainda é investigada. A procuradora-geral, Luz Adriana Camargo, afirmou que a pistola pode ter sido usada em outros crimes, o que pode ajudar a identificar o grupo criminoso por trás do atentado.

As investigações também levantam dúvidas sobre a quantidade de atiradores envolvidos. Apenas metade das cápsulas recuperadas na cena do crime são da Glock usada pelo adolescente, enquanto as demais pertencem a uma pistola Jericho. O atentado reavivou o histórico de violência política na Colômbia, interrompendo a campanha de Uribe, que se posicionava como um dos principais opositores ao governo de Gustavo Petro.

A situação se complica ainda mais com a gestão do caso pelo governo, que enfrenta críticas. Recentemente, o chefe de gabinete de Petro, Alfredo Saade, divulgou informações falsas sobre a condição de saúde de Uribe, que permanece em estado grave após múltiplas cirurgias. A família do senador processou Petro por declarações consideradas estigmatizantes e de ódio.

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