- Barnard College firmou um acordo judicial após ser acusado de não combater o antissemitismo no campus.
- O colégio concordou em proibir o uso de máscaras durante protestos e criar um coordenador para lidar com discriminação.
- A nova política de “tolerância zero” contra assédio a estudantes judeus e israelenses será divulgada a alunos e funcionários no próximo semestre.
- A decisão gerou críticas de estudantes e professores, que afirmam que pode limitar a liberdade de expressão.
- Barnard não reconhecerá ou negociará com grupos que promovem o boicote a Israel e não usará seu fundo patrimonial para expressar posições políticas.
Barnard College, uma instituição vinculada à Columbia University, firmou um acordo judicial após ser acusada de não combater o antissemitismo em seu campus. O colégio, localizado em Manhattan, concordou em implementar diversas medidas, incluindo a proibição do uso de máscaras durante protestos e a criação de um coordenador para lidar com discriminação.
O acordo foi anunciado em uma declaração conjunta entre Barnard e advogados de grupos de defesa dos direitos dos judeus, que processaram a instituição em fevereiro. A nova política de “tolerância zero” contra assédio a estudantes judeus e israelenses será comunicada a todos os alunos e funcionários a partir do próximo semestre. A presidente de Barnard, Laura Ann Rosenbury, destacou que o acordo reafirma o compromisso da instituição em manter um ambiente seguro e inclusivo.
Entretanto, a decisão gerou críticas entre estudantes e professores, que alegam que o colégio está limitando a liberdade de expressão. Nara Milanich, professora de história e judia, afirmou que o acordo pode confundir críticas a Israel com antissemitismo, prejudicando o pensamento crítico. O colégio também adotará diretrizes federais que consideram a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, que inclui certas críticas a Israel.
Além disso, Barnard não reconhecerá ou negociará com grupos que promovem o boicote a Israel. O acordo surge em meio a um processo federal que alega que estudantes judeus e israelenses enfrentaram assédio durante protestos contra a campanha militar de Israel em Gaza. A universidade também se comprometeu a não usar seu fundo patrimonial para expressar posições políticas.
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