- O senador Omar Aziz foi escolhido presidente da Comissão Parlamentar de Investigação Mista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para investigar corrupção que afetou pensionistas em diversas gestões.
- Aziz afirmou que a CPI não será uma ferramenta de perseguição política e que a escolha do relator ficará a cargo da Câmara dos Deputados.
- A oposição planeja convocar ex-presidentes do INSS, incluindo Alessandro Stefanutto, que está sob investigação da Polícia Federal.
- O senador destacou que a investigação não se limitará a governos específicos, mas abordará a estrutura de corrupção que prejudicou os beneficiários do INSS.
- A CPI já conta com 249 das 293 assinaturas necessárias e representa um desafio para a articulação política do governo Lula.
Escolhido como presidente da Comissão Parlamentar de Investigação Mista do INSS, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que as investigações focarão na corrupção que afetou pensionistas ao longo de diversas gestões. Aziz, aliado do presidente Lula, garantiu que a CPI não será uma ferramenta de perseguição política.
O senador destacou que a escolha do relator ficará a cargo da Câmara dos Deputados, enquanto a oposição planeja convocar ex-presidentes do INSS para depor. Aziz enfatizou que a investigação não se restringirá a governos específicos, mas sim à estrutura de corrupção que prejudicou os beneficiários do INSS. Ele rechaçou comparações com a CPI da Covid, que ele presidiu em 2021, afirmando que a atual investigação abrange múltiplas administrações.
Aliados de Jair Bolsonaro no Congresso acreditam que a CPI pode desgastar o governo Lula, assim como ocorreu com Bolsonaro. Aziz, no entanto, acredita que a investigação não afetará a aprovação do governo, pois se concentrará em indivíduos e não em presidentes. “Não creio que um presidente da República tenha sentado para fazer acertos com qualquer sindicato de pensionistas”, disse.
A definição do relator, que deverá ter um perfil equilibrado, será discutida entre Aziz e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A oposição, por sua vez, já planeja convocar ex-presidentes do INSS, incluindo Alessandro Stefanutto, que está sob investigação da Polícia Federal. A escolha do relator ocorrerá em um momento delicado, após tensões entre o governo e o Congresso sobre o aumento do IOF.
A CPI do INSS, que já conta com 249 das 293 assinaturas necessárias, representa um desafio significativo para a articulação política de Lula, especialmente em um cenário onde a relação com o Legislativo é tensa.
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