- O Smithsonian Institution enfrenta críticas da administração Trump sobre a exibição “Entertainment Nation” no Museu Nacional de História Americana.
- A exibição, em cartaz desde 2022, analisa o impacto da indústria do entretenimento na cultura pop americana.
- A administração Trump considera que a abordagem da exibição não reflete a grandeza da nação e menciona a representação cultural de comunidades mexicano-americanas e latinx.
- A advogada Lindsey Halligan afirmou que a exibição contribui para uma visão negativa da cultura americana.
- Uma revisão do conteúdo do Smithsonian está em andamento, com a participação de altos funcionários e do Conselho de Regentes.
O Smithsonian Institution enfrenta novas críticas da administração Trump, desta vez em relação à exibição “Entertainment Nation” no Museu Nacional de História Americana. A exibição, que está em cartaz desde 2022, explora o impacto da indústria do entretenimento na cultura pop americana, apresentando itens de teatro, música, esportes, cinema e televisão dos últimos 150 anos.
A administração Trump questionou a abordagem da exibição, alegando que ela não reflete a grandeza da nação. A exibição inclui referências a personagens icônicos, como Mickey Mouse, e discute temas como a representação cultural e a influência das comunidades mexicano-americanas e latinx. Um dos textos na exibição menciona que as características do personagem Mickey são heranças de tradições de blackface.
Lindsey Halligan, advogada que consultou a Casa Branca sobre questões relacionadas ao Smithsonian, afirmou que a exibição é parte do problema que a administração busca corrigir. Segundo ela, a representação da cultura americana como violenta ou racista não reflete a contribuição de milhões de americanos para o progresso do país.
Revisão em Andamento
Uma revisão do conteúdo do Smithsonian está em andamento, com a participação de altos funcionários e do Conselho de Regentes. Em comunicado, o Smithsonian reafirmou seu compromisso com a pesquisa rigorosa e a apresentação imparcial da história. A instituição, que recebe cerca de dois terços de seu orçamento de 1 bilhão de dólares anualmente do governo federal, é supervisionada por um conselho que inclui o vice-presidente e o chefe da Suprema Corte dos Estados Unidos.
Desde a reeleição de Trump, o Smithsonian enfrentou desafios, como o fechamento de seus escritórios de diversidade e uma ordem executiva que pediu a eliminação de ideologias consideradas divisivas. A diretora da National Portrait Gallery, Kim Sajet, também deixou o cargo após críticas relacionadas ao apoio à diversidade e inclusão.
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