- Iris Haim busca autorização para usar o esperma de seu filho, Yotam Haim, coletado após sua morte, para ter um neto.
- Yotam foi sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e morreu por fogo amigo em 15 de dezembro do mesmo ano.
- Ele é o único refém israelense do qual o esperma foi recuperado.
- A legislação em Israel permite a extração de esperma de corpos falecidos, mas não há clareza sobre seu uso para gerar filhos.
- Iris tenta provar que Yotam desejava ser pai, enfrentando desafios legais e a oposição de partidos religiosos na Knesset.
Iris Haim, mãe de Yotam Haim, busca autorização para usar o esperma de seu filho, extraído postumamente, com o objetivo de ter um neto. Yotam, sequestrado por Hamas em 7 de outubro de 2023, foi morto por fogo amigo em 15 de dezembro do mesmo ano. Ele é o único refém israelense do qual o esperma foi recuperado após a morte.
Yotam, de 28 anos, foi capturado em Kfar Aza e, após 65 dias em cativeiro, foi confundido com um terrorista e abatido por tropas israelenses. Sua mãe, de 59 anos, afirma que o filho sempre desejou ser pai. “Yotam realmente queria isso – ele falava muito sobre ter filhos,” disse Iris. O esperma foi coletado dentro do prazo necessário, resultando em dez amostras, suficientes para gerar até cinco crianças.
Atualmente, Iris enfrenta desafios legais para obter permissão para usar o esperma. Em Israel, a extração de esperma de um corpo falecido é permitida, mas não há legislação clara sobre o uso desse material para gerar filhos. “Não temos uma lei para esse procedimento,” afirmou Nily Shatz, advogada de Iris. Casos anteriores de uso de esperma postumamente foram raros e enfrentaram resistência judicial.
A situação é ainda mais complexa devido à oposição de partidos religiosos na Knesset, que dificultam a aprovação de uma legislação que permita o uso do esperma sem consentimento explícito do falecido. “É hora de o parlamento decidir sobre isso,” disse Shatz, ressaltando a urgência da questão após os eventos de 7 de outubro.
Iris Haim busca provar que Yotam desejava ter filhos, apresentando testemunhos de amigos e familiares. A luta por um neto representa uma forma de continuidade e esperança em meio à tragédia. “Precisamos mostrar que, após 7 de outubro, devemos continuar a crescer,” concluiu Iris, enfatizando a importância de criar novas vidas em resposta à dor.
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