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‘Prédio da Baleia’ negocia aquisição de área da Prefeitura na Faria Lima

Prefeitura de São Paulo analisa venda da Alameda das Artes para garantir espaço público, com proposta em avaliação pela gestão municipal.

O Complexo B32, o 'Prédio da Baleia', na região da Faria Lima (Foto: Tiago Queiroz/Estadão)
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  • A Prefeitura de São Paulo está analisando a venda de um trecho da Alameda das Artes, no Itaim Bibi, ao complexo Birmann 32 por R$ 5,7 milhões.
  • O objetivo é garantir que a área permaneça aberta ao público após a transação.
  • A alameda, criada em 2020, conecta a Avenida Leopoldo Couto Magalhães Júnior à Rua Lício Nogueira e é utilizada para eventos culturais e de lazer.
  • A venda requer autorização da Câmara Municipal e já recebeu pareceres favoráveis de órgãos públicos, incluindo a Comissão do Patrimônio Imobiliário do Município.
  • A proposta deve ser enviada aos vereadores em breve e pode ser incluída em um projeto de lei em tramitação.

A Prefeitura de São Paulo está avaliando a venda de um trecho da Alameda das Artes, localizado no Itaim Bibi, ao complexo Birmann 32 por R$ 5,7 milhões. O objetivo é garantir que a área permaneça aberta ao público, mesmo após a transação. A proposta está em fase de análise pela gestão municipal.

O complexo Birmann 32, conhecido pelo “Prédio da Baleia”, busca adquirir a área pública para assegurar que a alameda continue servindo como espaço de lazer e cultura. Atualmente, mais da metade da alameda pertence à Prefeitura, enquanto o restante é de propriedade da Faria Lima Prime Properties (FLPP). A gestão de Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a alienação está sendo rigorosamente avaliada para garantir o interesse público.

A alameda foi criada em 2020 como parte de um acordo entre a FLPP e a Prefeitura, que incluiu a implantação do espaço e a responsabilidade pela sua manutenção. Desde então, o local tem sido utilizado para eventos culturais e de lazer, como apresentações musicais e feirinhas. A área pública, que possui 381,8 m², conecta a Avenida Leopoldo Couto Magalhães Júnior à Rua Lício Nogueira, mas não é oficialmente considerada um logradouro público.

Avaliação e Trâmites

A venda da área requer autorização da Câmara Municipal, e a proposta já recebeu pareceres favoráveis de diferentes órgãos públicos. A Comissão do Patrimônio Imobiliário do Município (CMPT) aprovou a transação em abril, após ajustes no valor da venda, que foi reduzido em 27% devido à falta de potencial construtivo da área.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) destacou a importância da alameda para a mobilidade de pedestres. A Procuradoria Geral do Município também indicou a venda direta como a melhor opção, considerando a ausência de competitividade no mercado. A proposta de venda deve ser enviada aos vereadores em breve, podendo ser incluída em um projeto de lei já em tramitação.

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