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Rui Costa propõe diálogo com partidos para enfrentar crise no governo

Ministro da Casa Civil, Rui Costa, pede diálogo urgente com partidos aliados após crise gerada pela derrubada do decreto do IOF.

Ministro Rui Costa e o presidente Lula (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo Lula precisa discutir a relação com os partidos da base aliada.
  • A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
  • A crise foi provocada pela edição de um decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), derrubado pelo Congresso com apoio de partidos aliados.
  • Rui Costa destacou a importância de um diálogo aberto entre o governo e as lideranças partidárias, ressaltando que acordos devem ser cumpridos.
  • O ministro também criticou o uso excessivo de emendas parlamentares e sugeriu que investimentos sejam direcionados a áreas como educação, saúde e tecnologia.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, anunciou nesta segunda-feira que o governo Lula precisa “discutir a relação” com os partidos da base aliada, em meio à crise com o Congresso. A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Costa enfatizou a importância de um diálogo aberto entre o presidente, ministros e lideranças partidárias para “repaginar a relação” com as legendas que ocupam cargos na Esplanada dos Ministérios.

A crise foi desencadeada pela edição de um decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o qual foi derrubado pelo Congresso com o apoio de partidos que compõem a base governista. Com 242 dos 383 votos a favor da suspensão do decreto, a ação gerou descontentamento no governo, que posteriormente recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter a alta do imposto.

Costa destacou que, antes da votação, houve um consenso entre as lideranças do Congresso sobre o mérito do decreto. No entanto, a decisão de derrubá-lo ocorreu sem qualquer retorno ao governo, o que gerou descontentamento. O ministro ressaltou que é fundamental discutir as bases da relação entre o Executivo e o Legislativo, afirmando que “combinado é para ser cumprido”.

Além disso, Rui Costa criticou o uso excessivo de emendas parlamentares, questionando o modelo atual de aplicação do orçamento. Ele defendeu que a sociedade deve refletir sobre o futuro do país, em vez de pulverizar recursos em emendas, sugerindo que investimentos deveriam ser direcionados a áreas como educação, saúde e tecnologia.

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