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Crédito de carbono terá secretaria na Fazenda, mas enfrenta barreiras tributárias

Governo Lula avança na regulamentação do crédito de carbono, mas enfrenta desafios com a falta de cargos disponíveis na estrutura pública.

Empresa de restauração de florestas e crédito de carbono, em Piracicaba, no interior de São Paulo (Foto: Zanone Fraissat - 2.mar.2023/Folhapress)
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  • O governo Lula avançou na regulamentação do mercado de crédito de carbono.
  • A estrutura será criada por uma secretaria extraordinária na Fazenda, dependendo da aprovação da Reforma Tributária.
  • A minuta da nova secretaria deve ser entregue à Casa Civil em breve.
  • A proposta visa realocar cargos vagos, mas a falta de postos disponíveis é um desafio.
  • O projeto de lei complementar que cria o comitê gestor do Imposto sobre Bens e Serviços já foi aprovado na Câmara e aguarda votação no Senado.

O governo Lula (PT) avançou nas discussões sobre a regulamentação do mercado de crédito de carbono. A decisão foi de que a criação da estrutura será feita por uma secretaria extraordinária na Fazenda, mas isso depende da aprovação da Reforma Tributária. A expectativa é que a minuta seja entregue à Casa Civil em breve.

A nova estrutura proposta visa realocar cargos vagos, evitando custos adicionais para a União. No entanto, a falta de postos livres ainda representa um desafio. A aprovação recente de um projeto de lei que reconfigurou as carreiras do serviço público ajudou, mas não resolveu completamente a situação.

Desafios e Soluções

Para contornar esse impasse, o governo aposta no projeto de lei complementar que cria o comitê gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Este projeto já foi aprovado na Câmara e aguarda votação no Senado. Com a implementação do comitê, a Fazenda acredita que poderá utilizar a estrutura da Secretaria da Reforma Tributária para alocar a área de crédito de carbono.

Embora a criação de uma agência reguladora própria para o setor seja considerada ideal, essa proposta exigiria tramitação no Congresso Nacional, o que não é viável no momento. Assim, a alternativa é estabelecer uma secretaria, similar à estrutura que gerencia a COP30, conferência de clima da ONU.

A expectativa é que a minuta da nova secretaria seja publicada até agosto, mas a falta de cargos disponíveis pode atrasar esse cronograma. A regulamentação do mercado de crédito de carbono é essencial, uma vez que a legislação atual confere a este órgão a autoridade para liderar a regulamentação do setor.

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