- O governo da Irlanda anunciou a criação de uma Comissão de Investigação para apurar alegações de abuso sexual em mais de 300 escolas.
- A comissão será presidida pelo juiz Michael MacGrath e examinará mais de 2.000 denúncias de abuso.
- A Ministra da Educação e Juventude, Helen McEntee, destacou a gravidade das revelações de um inquérito preliminar publicado em 2024.
- A comissão terá três comissários, cada um focado em diferentes aspectos da investigação, e buscará informações de pessoas dispostas a colaborar.
- Um esquema de reparação para os sobreviventes será criado e financiado por ordens religiosas e outros responsáveis pelos abusos.
O governo da Irlanda anunciou a criação de uma Comissão de Investigação para apurar alegações de abuso sexual em mais de 300 escolas, incluindo instituições de ensino administradas por ordens religiosas. A comissão será presidida pelo juiz Michael MacGrath e tem como objetivo examinar mais de 2.000 denúncias de abuso.
A decisão foi comunicada pela Ministra da Educação e Juventude, Helen McEntee, que destacou a gravidade das revelações contidas em um inquérito preliminar publicado em 2024. Segundo McEntee, os relatos dos sobreviventes tiveram um impacto profundo e revelaram a necessidade de responsabilização e apoio a essas vítimas. Ela afirmou que a coragem dos sobreviventes trouxe à tona um período sombrio da história irlandesa.
Estrutura da Comissão
A comissão terá um papel abrangente, podendo investigar a gestão de casos de abuso em todos os tipos de escolas. O trabalho preliminar começará nos próximos meses, e a comissão buscará informações de pessoas dispostas a colaborar. McEntee garantiu que essa fase será amplamente divulgada.
Além disso, a ministra mencionou que ainda há trabalho a ser feito na criação de um esquema de reparação para os sobreviventes, que será financiado por ordens religiosas e outros responsáveis pelos abusos. A estrutura da comissão contará com três comissários, cada um focado em diferentes aspectos da investigação, incluindo a análise de alegações em escolas religiosas e não religiosas, além de um fórum para engajamento com os sobreviventes.
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