- O governo português proibiu o uso de celulares nas aulas do primeiro e segundo ciclo a partir do próximo ano letivo.
- A decisão foi tomada após a observação de uma redução significativa da violência e do bullying em escolas onde a medida já foi implementada.
- A nova regra se aplica a todas as instituições de ensino, públicas e privadas, eliminando a decisão individual de cada escola sobre o uso de dispositivos móveis.
- Pesquisas indicaram que escolas que vetaram o uso de celulares notaram uma diminuição de mais de cinquenta por cento nos casos de bullying e indisciplina.
- A expectativa é que a nova política contribua para um ambiente escolar mais seguro e produtivo.
O governo português decidiu proibir o uso de celulares nas aulas do primeiro e segundo ciclo a partir do próximo ano letivo. A medida foi adotada após a observação de uma redução significativa da violência e do bullying nas escolas onde a proibição já havia sido implementada.
A nova regra, que se aplica a todas as instituições de ensino, tanto públicas quanto privadas, elimina a decisão discrecional de cada escola sobre o uso de dispositivos móveis. A proibição foi aprovada em um decreto-lei durante o último Conselho de Ministros e será detalhada pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, em breve.
Dados de uma pesquisa realizada entre diretores de escolas revelaram que as instituições que vetaram o uso de celulares notaram uma diminuição de mais de 50% nos casos de bullying e indisciplina. O impacto foi mais significativo nas escolas do segundo ciclo, onde o bullying caiu em 59% das instituições consultadas.
Além disso, o uso de áreas de lazer e bibliotecas aumentou, promovendo uma maior socialização entre os alunos. Em contrapartida, as escolas que mantiveram o uso livre ou restrito dos celulares não observaram resultados tão positivos, com reduções de bullying variando entre 21% e 31%.
A decisão do governo português se alinha a tendências observadas em outros países, como a Noruega, onde estudos indicaram que a proibição de celulares pode melhorar a saúde mental dos estudantes. A expectativa é que a nova política contribua para um ambiente escolar mais seguro e produtivo.
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