- A Universidade de Sevilla cobriu uma placa em homenagem ao ditador Francisco Franco, que estava exposta há 60 anos.
- A decisão foi tomada pelo reitor Miguel Ángel Castro, em resposta a pedidos de grupos memorialistas e em conformidade com a legislação de memória histórica.
- A placa, que mencionava a presença de Franco na universidade desde 1965, era vista como um símbolo da opressão do regime.
- O reitor anunciou uma homenagem às vítimas da repressão franquista e a criação de uma cátedra de memória democrática.
- A mudança é considerada um reconhecimento das injustiças cometidas durante o franquismo e reflete as demandas sociais por reparação e reconhecimento histórico.
Universidade de Sevilla oculta placa em homenagem a Franco após 60 anos
A Universidade de Sevilla decidiu cobrir uma placa em homenagem ao ditador Francisco Franco, que permaneceu exposta por 60 anos. A medida foi tomada pelo reitor Miguel Ángel Castro, atendendo a solicitações de grupos memorialistas e em conformidade com a legislação de memória histórica que proíbe referências ao regime franquista.
A placa, localizada em um dos pátios do antigo prédio do reitorado, mencionava a presença de Franco na universidade desde 1965. Para muitos, como Juan Valencia, membro de um coletivo memorialista, a inscrição era um lembrete constante da opressão e das restrições impostas pelo regime. Valencia destacou que a manutenção da placa era “indignante” em uma Espanha democrática.
O reitor Castro comprometeu-se a realizar um homenagem às vítimas da repressão franquista antes do final do ano e a criar uma cátedra de memória democrática. A nova placa, que cobre a antiga, não substitui o nome de Franco devido a restrições patrimoniais, mas simboliza um passo importante na busca por justiça histórica.
Movimento memorialista e suas conquistas
Desde 2010, a Assembleia de Familiares e Associações Memorialistas da praça de la Gavidia tem pressionado por mudanças na universidade. O grupo organizou protestos e enviou cartas ao reitor, exigindo a remoção da placa. A nova decisão é vista como um reconhecimento tardio das injustiças cometidas durante o franquismo.
Historiadores, como Alberto Carrillo, estão investigando a repressão na universidade, que afetou cerca de meio milhão de pessoas. Carrillo observa que muitos registros sobre as repressões ainda estão perdidos em arquivos, dificultando a recuperação da memória histórica.
A mudança na Universidade de Sevilla é um reflexo das demandas sociais por reconhecimento e reparação. A expectativa é que a nova comissão de memória ajude a resgatar as histórias de alunos e professores que lutaram pela democracia e enfrentaram a repressão do regime franquista.
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