- O delegado da Polícia Federal, Fabio Shor, confirmou que o ministro Alexandre de Moraes foi monitorado por um grupo de “inteligência paralela”.
- Essa investigação está relacionada a uma suposta trama golpista envolvendo pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Shor afirmou que Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro, recebia informações sobre os deslocamentos de Moraes.
- O delegado destacou que o monitoramento fazia parte do plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que visava a execução de autoridades.
- A oitiva de Shor no Supremo Tribunal Federal foi marcada por tensão, com advogados tentando contestar suas declarações.
Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado da Polícia Federal, Fabio Shor, revelou que o ministro Alexandre de Moraes foi alvo de monitoramento por um grupo de “inteligência paralela”. Essa ação está ligada a uma investigação sobre uma suposta trama golpista envolvendo figuras próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Shor, que foi convocado como testemunha na defesa de Filipe Martins e Marcelo Câmara, detalhou que o ex-assessor de Bolsonaro, Mauro Cid, recebia informações sobre os deslocamentos de Moraes. O delegado afirmou que a Polícia Federal acredita que Câmara fazia parte desse núcleo que coletava dados sobre a rotina do ministro. “A gente da Polícia Federal entende que há uma divisão de tarefas e ele era incumbido de obter esses dados”, explicou Shor.
Monitoramento e Planos de Execução
O delegado destacou que, além da rotina de Moraes, seus itinerários e localizações eram monitorados. Essa prática estaria inserida no que ficou conhecido como plano Punhal Verde e Amarelo, que supostamente visava não apenas a vigilância, mas também a execução de autoridades. Shor enfatizou que as informações coletadas eram repassadas a um núcleo operacional que poderia efetuar prisões ou até mesmo a execução do ministro.
A oitiva de Shor foi marcada por tensão, com os advogados tentando encontrar falhas nas declarações do delegado. A gravidade das acusações e o envolvimento de figuras proeminentes do governo anterior intensificam a preocupação sobre a segurança das instituições democráticas no Brasil.
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