- O governo francês abriu uma investigação criminal contra a plataforma X, de Elon Musk, por suspeitas de manipulação de algoritmo e extração fraudulenta de dados.
- A investigação foi motivada por denúncias de um deputado e de um órgão independente.
- A X negou as acusações e classificou a investigação como politicamente motivada, recusando-se a entregar os dados solicitados pelas autoridades.
- A empresa questionou a imparcialidade dos especialistas designados para analisar seu algoritmo, citando críticas anteriores de dois pesquisadores.
- A investigação se insere em um contexto mais amplo, com a Comissão Europeia também avaliando possíveis violações de normas de transparência digital pela plataforma.
O governo francês abriu uma investigação criminal contra a plataforma X, de Elon Musk, por suspeitas de manipulação de algoritmo e extração fraudulenta de dados. A ação foi motivada por denúncias de um deputado e um órgão independente, levando as autoridades a solicitar acesso ao algoritmo de recomendação da rede social e a dados de postagens dos usuários.
A X se manifestou, negando as acusações e classificando a investigação como politicamente motivada. A empresa afirmou que não atenderá à solicitação das autoridades para entrega de dados, alegando ter o direito legal de não fazê-lo. Em um comunicado, a plataforma destacou que permanece sem informações claras sobre as alegações feitas contra ela.
A investigação, que começou em janeiro, foi impulsionada por duas queixas: uma de um membro do parlamento francês e outra de um oficial de uma instituição pública. Recentemente, o caso foi transferido para uma unidade especializada da polícia nacional. As autoridades estão focadas em apurar possíveis crimes relacionados à manipulação de sistemas automatizados e à extração fraudulenta de dados.
Críticas à Imparcialidade
A X também levantou preocupações sobre a imparcialidade dos especialistas designados para analisar seu algoritmo. A empresa citou dois pesquisadores, David Chavalarias e Maziyar Panahi, que têm histórico de críticas à plataforma. A X argumentou que a participação deles na investigação pode comprometer a imparcialidade do processo.
Além disso, a investigação francesa se insere em um contexto mais amplo, onde a Comissão Europeia também está avaliando se a X violou normas de transparência digital. A decisão sobre essa análise foi adiada para setembro, enquanto a União Europeia continua a investigar as práticas da plataforma, conforme as diretrizes da Lei de Serviços Digitais.
Entre na conversa da comunidade