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YouTube remove milhares de canais de propaganda ligados à China e Rússia

Google intensifica combate à desinformação ao remover quase 11.000 canais de propaganda estatal, incluindo mais de 7.700 da China.

Beata Zawrzel | Nurphoto | Getty Images
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  • Google removeu quase 11.000 canais do YouTube ligados a propaganda estatal de China e Rússia no segundo trimestre de 2023.
  • Mais de 7.700 canais estavam associados à China, promovendo a República Popular e o presidente Xi Jinping.
  • Os canais russos, totalizando mais de 2.000, criticavam a Ucrânia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Ocidente.
  • A empresa já havia excluído 20 canais ligados à mídia estatal russa RT em maio de 2023.
  • Desde o início da guerra na Ucrânia, o Google Threat Analysis Group tem trabalhado para neutralizar campanhas de desinformação global.

Google anunciou a remoção de quase 11.000 canais do YouTube vinculados a campanhas de propaganda estatal de países como China e Rússia. A ação, realizada no segundo trimestre de 2023, é parte dos esforços da empresa para combater a desinformação e operações de influência coordenadas.

Dentre os canais removidos, mais de 7.700 estavam associados à China, promovendo a República Popular e defendendo o presidente Xi Jinping. O conteúdo era veiculado em chinês e inglês, abordando temas como política externa dos Estados Unidos. Já os canais russos, que totalizaram mais de 2.000, criticavam a Ucrânia, a OTAN e o Ocidente, utilizando múltiplas línguas.

A Google já havia tomado medidas em maio, ao remover 20 canais do YouTube e outros perfis ligados à RT, a mídia estatal russa. Essa plataforma é acusada de financiar influenciadores conservadores para promover conteúdo nas redes sociais, especialmente em um ano eleitoral nos EUA. Entre os influenciadores mencionados estão Tim Pool, Dave Rubin e Benny Johnson.

Ações Contínuas

Desde o início da guerra na Ucrânia, em março de 2022, o YouTube começou a bloquear canais da RT. A remoção de contas é parte do trabalho do Google Threat Analysis Group, que visa neutralizar campanhas globais de desinformação. O relatório do segundo trimestre também destacou a exclusão de campanhas de influência ligadas a Azerbaijão, Irã, Turquia, Israel, Romênia e Gana, que visavam adversários políticos.

Além disso, a Google já havia removido mais de 23.000 contas no primeiro trimestre de 2023. Em um movimento paralelo, a Meta anunciou a exclusão de cerca de 10 milhões de perfis que se passavam por grandes produtores de conteúdo, como parte de sua luta contra o que classificou como “conteúdo spam”.

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