- A Anistia Internacional pediu investigação sobre o bombardeio israelense à prisão de Evin, em Teerã, ocorrido em 23 de junho.
- O ataque resultou na morte de 80 pessoas, incluindo civis e uma criança.
- A organização considera o ataque uma possível violação do Direito Internacional Humanitário e um crime de guerra.
- A prisão de Evin abriga prisioneiros políticos e, no momento do ataque, entre 1,5 mil e 2 mil prisioneiros estavam presentes.
- O governo israelense justificou a ação como um ataque a um “símbolo de opressão”.
A Anistia Internacional solicitou uma investigação sobre o bombardeio israelense à prisão de Evin, em Teerã, ocorrido em 23 de junho, durante um conflito aéreo de 12 dias entre Israel e Irã. O ataque resultou na morte de 80 pessoas, incluindo civis e um menino de cinco anos, e é considerado uma possível violação do Direito Internacional Humanitário.
De acordo com a Anistia, os mísseis israelenses atingiram várias áreas da prisão, danificando estruturas civis e causando mortes de prisioneiros e visitantes. A organização destacou que o ataque deliberado a instalações civis é estritamente proibido e pode ser classificado como um crime de guerra. Erika Guevara Rosas, Diretora Sênior da Anistia, afirmou que as evidências sugerem que os militares israelenses atacaram intencionalmente prédios civis.
A prisão de Evin é um símbolo da repressão na República Islâmica, abrigando prisioneiros políticos e dissidentes. No momento do ataque, entre 1,5 mil e 2 mil prisioneiros estavam presentes. Após o bombardeio, autoridades iranianas relataram que 75 prisioneiros conseguiram escapar, com 27 ainda foragidos.
O governo israelense justificou o ataque como uma ação contra um “símbolo de opressão”, mas a Anistia considera isso uma autoincriminação. A guerra aérea entre os dois países resultou em 1.062 mortes no Irã, incluindo 786 militares e 276 civis. Em Israel, 28 pessoas morreram devido aos ataques iranianos, com 3,2 mil feridos.
A Anistia Internacional enfatizou a necessidade de responsabilização por esse ataque e pediu que o Tribunal Penal Internacional tenha jurisdição sobre crimes cometidos no Irã.
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