- João Pedro Nascimento renunciou à presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), gerando suspeitas de conflito de interesses devido ao emprego de seu irmão, José Lúcio Barroso do Nascimento, no BTG Pactual.
- O nome de Barroso não constou na agenda oficial da CVM para uma reunião com o BTG, realizada em 1º de setembro de 2022.
- A reunião contou com a presença de executivos do BTG, incluindo o chairman André Esteves e o CEO Roberto Sallouti.
- A CVM confirmou a participação de Barroso, mas não explicou a omissão de seu nome na agenda, alegando possíveis inconsistências no sistema.
- Durante uma audiência na Câmara dos Deputados, Nascimento defendeu que não há conflito de interesses, pois Barroso não ocupa cargos estatutários no banco.
João Pedro Nascimento renunciou à presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), levantando suspeitas de conflito de interesses devido ao emprego de seu irmão, José Lúcio Barroso do Nascimento, no BTG Pactual. A situação se complicou quando o nome de Barroso não apareceu na agenda oficial da CVM para uma reunião com executivos do banco, realizada em 1º de setembro de 2022.
Na audiência, que durou de 10h30 às 11h30, participaram figuras de destaque do BTG, como o chairman André Esteves e o CEO Roberto Sallouti. Barroso, que ocupa o cargo de co-head de produtos, também esteve presente, mas seu nome não foi registrado na agenda atual da CVM, acessível ao público. A CVM confirmou sua participação, mas não esclareceu a razão da omissão.
A autarquia alegou que a atualização do sistema de agendas pode ter causado inconsistências. O BTG Pactual, por sua vez, afirmou não saber os motivos da ausência do nome de Barroso na agenda oficial, sugerindo que a questão deve ser esclarecida pela CVM.
Durante uma audiência na Câmara dos Deputados, Nascimento foi questionado sobre seu irmão e sua atuação em casos que envolviam o BTG. Ele defendeu que Barroso não ocupa cargos estatutários no banco e que as regras da CVM não exigiam sua abstenção em votações. Nascimento ainda destacou que, em um dos casos, votou contra o banco, demonstrando que não havia conflito de interesses.
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